Por causa da namorada, empreendedor cria startup de entrega de anticoncepcionais

Por Redação | 25 de Abril de 2016 às 22h35

Mesmo diante da crise econômica, os clubes de assinatura online têm ganhado força no mercado. A maior vantagem do serviço é poder contar com a fidelidade dos clientes, ter controle de estoque e previsibilidade de receita. O sucesso se dá principalmente porque os clientes não precisam sair de casa, e ainda assim recebem o produto necessário periodicamente. A oferta das empresas varia desde roupas, bebidas e até mesmo remédios, e foi aí que um empreendedor, chamado Rodrigo Gurdos, ganhou destaque no mercado.

Dizem que as ideias mais criativas surgem em momentos de necessidade, e parece que foi o que aconteceu com Gurdos, que por ter uma namorada que sempre esquecia de comprar anticoncepcional, acabou procurando clubes de fidelidade que fizessem a entrega regularmente. Para sua surpresa não havia empresas que prestassem o serviço, e então ele criou a startup CicloCerto.

A ideia foi fruto da percepção do casal sobre os momentos em que a namorada esquecia de comprar a nova cartela de pílulas, o que ocorria principalmente durante o período de pausa do anticoncepcional. A partir dessa análise, Gurdos criou um sistema onde o ciclo menstrual das clientes pudesse ser monitorado, impedindo o esquecimento da compra. Para isso, no site da empresa basta escolher o medicamento utilizado e informar a data do próximo ciclo. Assim, antes que o anticoncepcional acabe, a empresa envia outro automaticamente.

Segundo Gabriela Balazini, sócia do empreendimento, o objetivo não é a venda de anticoncepcionais, "e sim entregar comodidade e tranquilidade, sempre prezando pela saúde e pela manutenção da prescrição. Nós não oferecemos o anticoncepcional X ou Y, nem fazemos promoções de produto, essa decisão já está tomada pela cliente e já foi receitada pelo médico. Ela somente seleciona o medicamento, personaliza o ciclo e, a partir daí, tira essa preocupação da cabeça".

Visando expandir o mercado de atuação, a startup optou por estender os negócios para outras medicações de uso contínuo. Atualmente a empresa atende apenas a região metropolitana de São Paulo, mas já tem previsão para começar a atuar no Rio de Janeiro. A expectativa é de que até o final de 2016 a startup atinja 6 mil clientes ativas para a entrega de anticoncepcionais, e a partir daí os sócios planejam o início da entrega de outros medicamentos.

Fonte: Startupi

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