Nova rodada de investimentos deve alçar valor da Slack a US$ 7 bilhões ou mais

Por Carlos Dias Ferreira | 08 de Agosto de 2018 às 16h02
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Slack

A Slack Technologies deve passar em breve por uma nova rodada de investimentos da ordem de US$ 400 milhões, cujo desfecho deve alavancar o valor de mercado da companhia em pelo menos US$ 2 bilhões, conforme prospecção pós-investimento. Com esse novo movimento, a startup fecharia o crescimento dos últimos anos com um valor de mercado de US$ 7 bilhões – devidamente ancorados em 8 milhões de usuários mundo afora, com 3 milhões de pagantes.

Segundo uma fonte próxima ao site TechCrunch, o novo ciclo deve ser liderado pelo fundo de investimento General Atlantic, com possível participação de um novo investidor, o grupo Dragoneer. Seja como for, a Slack mantém atualmente pelo menos 41 nomes interessados em colocar dinheiro no aplicativo de comunicações corporativas, em que se inclui o SoftBank – cujo capital investido em setembro do ano passado elevou o valor de mercado da startup em US$ 5,1 bilhões por meio de uma injeção de US$ 250 milhões.

De acordo com o referido site, resta ainda saber se a rodada atual já foi fechada. Mesmo que US$ 400 milhões represente o capital total investido, isso já seria suficiente para marcar o ciclo atual como o maior até hoje na história da Slack.

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Tendência em comunicação organizacional

O sucesso do Slack parece pintar um pano de fundo mais durador no meio corporativo; mais especificamente, a alavancada bilionária de soluções semelhantes parece indicar uma reformulação atualmente em curso quando se trata de comunicação interorganizacional.

Conforme apontou o TechCrunch, boa parte das empresas tem optado cada vez mais por soluções de comunicação que integrem maior número de elementos em um ecossistema dinâmico. Com isso, vê-se um longo e ensaiado adeus a formas de interação hoje quase anacrônicas, tais como emails, conferências por telefone e chats individuais – esta uma necessidade mais pessoal do que corporativa, cobrida atualmente com sobras pelo WhatsApp e seu 1,5 bilhão de usuários.

Conforme ferramentas de comunicação como emails, conferências por telefone e mensagens pessoais caem em desuso, soluções igualmente simples e integradas como a do Slack ganham cada vez mais espaço.

Mas a nova rodada também prova a consolidação do Slack mesmo entre plataformas com propostas semelhantes. Ainda que outros aplicativos existissem mesmo antes de a Slack Technologies surgir para o mundo em 2013, a companhia acabou por arrebanhar pelo menos 65% dos nomes constantes da Fortune 100 (lista com as 100 maiores corporações dos EUA). Apenas para citar alguns nomes, há o eBay, a IBM, a Capital One e a 21st Century Fox – com clientes espalhados por mais de 100 países.

Microsoft e Facebook de olho no quinhão

É claro que um nicho tão proeminente não passaria batido aos olhos dos pesos-pesados da tecnologia. Atualmente, gigantes como Microsoft e Facebook estendem cada vez mais seus longos – e bem financiados – braços na direção das soluções comunicacionais corporativas.

“Utilizando sua dominância em softwares empresariais e mecânicas sociais, imprimiram ritmo ao tomar usuários-chave do meio empresarial, os quais preferem optar por soluções que se encaixem de forma mais natural ao que seus empregados já utilizam”, disse o TechCrunch. De fato, apenas a Microsoft já conta mais de 200 mil organizações de envergadura entre seus clientes pagantes – em que aparecem nomes como o do Walmart, por exemplo.

Seja como for, a simplicidade mais “direto ao ponto” ainda parece garantir alguma vantagem ao aplicativo. Afinal, diferentemente das concorrentes, a Slack funda seu ecossistema na necessidade vital da comunicação e parte daí para formar seu ecossistema – diferentemente do que ocorre em aplicações mais complexas. E ainda que a esperada IPO (oferta pública inicial) não tenha vindo neste ano, a recente aquisição do Hipchat e do Stride indicam novos crescimentos e briga boa para o futuro.

Fonte: TechCrunch

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