MarketUp: startup reuniu investimentos de gigantes, como ex-ceo do Facebook

Por Rafael Romer | 05 de Outubro de 2015 às 15h03

Lançada no ano passado, a staturp MarketUp reúne hoje um time de investidores que hoje pode ser considerado parte da elite de executivos de tecnologia do Brasil. Além do idealizador Carlos Azevedo, da Tesla, a empresa tem nomes como Alexandre Hohagen, investidor e ex-CEO para América Latina do Facebook e do Google, Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Informática, e o CEO do Buscapé, Romero Rodrigues, entre aqueles que estão apostando em seu crescimento.

O foco atual da empresa é fornecer um sistema de gerenciamento (ERP) simples e gratuito para pequenas e médias empresas. Nesta segunda-feira (10), Hohagen deu mais detalhes sobre essa expansão da empresa após sua primeira fala pública depois de deixar a posição de CEO do Facebook para a América Latina, em março deste ano, durante o evento Maratona Valor PME.

"Existe uma deficiência de processo muito grande para as pequenas e médias empresas. Poucas têm o conhecimento de como fazer gestão de fluxo de caixa, de inventário, meios de pagamento", explicou. "Existe muita ineficiência, muita gente ainda faz o fluxo de caixa em um caderninho. Estamos tentando ter uma tecnologia para ajudar na migração".

Com cerca de 30 mil clientes, a aposta da empresa é na expansão da automação de processos entre essas PMEs, que passarão a embarcar novas tecnologias em seus processos com as novas gerações de empreendedores. "O Brasil tem um potencial enorme e o motor dessa economia, de um país que vive em oscilações de crise, está muito baseado no empreendedorismo, que gera pequenas e médias empresas", afirmou.

Apesar dos baixos índices de adoção de tecnologia entre as PMEs, Hohagen aposta que a MarketUp tem um alto potencial de adoção por ter sido especialmente pensada para essas empresas. "O que a gente tem hoje são plataformas complexas, que dentro de uma estratégia de negócio tentam ser levadas para o pequeno e para o médio, mas isso espanta. O que a gente buscou fazer é pensar a partir dessa experiência", comentou.

Mas apesar de ser gratuita, a MarketUp hoje já tem um modelo de negócio bem definido e as primeiras parcerias e possibilidades de lucro começam a ser firmadas. A primeira é através de um sistema de parcerias com fornecedores ou patrocínio para financiamentos de compra de produtos para essas PMEs — essa última através de uma parceria já fechada com o Banco Bradesco.

Na prática, a MarketUp busca se posicionar de uma forma semelhante a empresas como o Uber e Airbnb, como uma plataforma de tecnologia que possibilita conectar de forma fácil a oferta e demanda de produtos para empresas.

Isso significa, por exemplo, que um negócio como uma padaria ou restaurante poderá manter em dia a gestão de seus estoques de insumos, fechando compras sempre que algo estiver em falta. A possibilidade de ganho da MarketUP ficará nessa transação: conectando fornecedores aos seus clientes através do ERP, a startup poderá ganhar parte do valor da transação.

Mas essa é apenas uma das possibilidades de ganho do app. Ao Canaltech, Hohagen afirmou que "talvez" outro foco da empresa seja na transformação de seus dados de Big Data em algum produto. "Tem um potencial enorme", explicou. "Se a gente souber exatamente o que está acontecendo com as empresas, final de estoque, fluxo de caixa, o que comprar ou não, teremos uma riqueza de informações — e, sim, há uma possibilidade muito grande de usarmos esses dados".

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