França terá visto especial para empreendedores e funcionários de startups

Por Redação | 17.01.2017 às 23:03

O governo francês está planejando uma novidade que vai agradar bastante aos investidores e startups brasileiros. É o chamado French Tech Visa, que consiste em um programa cujo objetivo é captar talento estrangeiro para impulsionar o mercado de inovação tecnológica da França. Se for aprovado, o projeto vai liberar vistos de até quatro anos para quem trabalha com startups (e sua família).

De acordo com o Ministro das Relações Digitais Axelle Lemaire, a ideia é convocar engenheiros, designers, empreendedores, VCs e quaisquer funcionários envolvidos no processo, que promete ser rápido e sem burocracia. Além disso, haverá rodadas de investimento e possibilidade de parcerias com aceleradoras, fora as competições, tradicionais no mundo das startups.

O governo francês, aliás, também está elencando as 100 principais startups do país, e se alguma delas te convocar para trabalhar lá, o visto também está garantido. Vamos além: se um estrangeiro conseguir o visto, ele poderá ficar no país durante todo o tempo de duração previsto, inclusive, sem precisar trabalhar na empresa em questão durante todos os quatro anos. Isso dá liberdade para que ele inicie um novo empreendimento na França e impulsione o mercado ainda mais.

Se você for extremamente habilidoso no que faz, também é um sério candidato a obter o visto francês. O chamado "Passeport Talent" é um tipo de documento que permite que pessoas com um talento técnico, artístico ou científico especial contribuam com seus conhecimentos e habilidades no ecossistema de startups da França. Até mesmo os VCs que trabalham para empresas francesas (ou que queiram se mudar para lá) estão no rol dos que podem receber o visto.

Por enquanto, tudo está na fase de projeto. A ideia é, além de angariar mão de obra especializada para o setor, facilitar a enorme burocracia que envolve o processo atual de vistos. O programa, no entanto, já deve estar prestes a ter validade declarada no território francês. Espera-se que ele seja inaugurado ainda no governo de François Hollande, já que, depois das eleições, o próximo presidente da França pode vetar a ideia.

Com informações do TechCrunch