Apple conclui aquisição do Shazam e deve tornar o app livre de anúncios

Por Carlos Dias Ferreira | 24 de Setembro de 2018 às 17h56
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A Apple concluiu recentemente as negociações de um ano envolvendo a aquisição do Shazam. A compra foi fechada três semanas após a aprovação de comitês antitruste da União Europeia. Adquirido pela soma de US$ 400 milhões, o popular aplicativo para o reconhecimento de músicas deve em breve ser disponibilizado pela companhia em versões livres de anúncios.

Antevendo eventuais críticas embasadas na ideia de livre concorrência, representantes da UE afirmaram que “quaisquer preocupações em relação a isso foram afastadas, já que os dados utilizados pelo Shazam não são únicos, e os competidores da Apple ainda têm a oportunidade de utilizar bases de dados semelhantes”.

Enquanto isso, a Apple comemorou evidenciando a “longa história” compartilhada entre as empresas. “O Shazam foi um dos primeiros aplicativos disponíveis quando nós lançamos a App Store e se tornou um app favorito entre fãs de música de toda parte”, disse a companhia em nota. “Com uma paixão partilhada por música e inovação, nós estamos ansiosos por juntar nossas equipes a fim de prover os usuários de formas ainda melhores para descobrir, experimentar e aproveitar música.”

O futuro do Shazam

Além da extinção da versão com anúncios publicitário, entretanto, não se sabe muito sobre o que o futuro pós-aquisição guarda para o Shazam. Parece igualmente razoável acreditar que o aplicativo permanecerá como está, ou que a Apple possa incorporar o programa como parte de uma solução maior — e sem dúvida as duas propostas não são mutuamente excludentes.

Seja como for, o que se torna claro é a disposição da Maçã em se tornar cada vez mais um provedor de hardware e também de serviços. Trata-se também de uma resposta à competição acirrada travada entre a Apple Music e gigantes como Spotify, Deezer e Pandora pelo negócio cada vez mais prolífico do streaming musical. Vale lembrar que a própria Apple Music surgiu da aquisição da Beats por US$ 3 bilhões em 2014 — serviço que comemorou recentemente o marco de 50 milhões de usuários.

Adquirido pela Apple por US$ 400 milhões, Shazam parece agora ter dois destinos razoáveis: continuar como aplicação independente, ou ser incorporado em algum outro produto da Maçã. (Imagem: reprodução/Shazam).

Quanto ao Shazam, o app contabilizava 1 bilhão de downloads e centenas de milhões de usuários mundo afora já em 2016, embora sem jamais chegar a gerar lucro. Até o momento, o referido ano fiscal permanece como o melhor resultado obtido pela aplicação, com receitas totais de US$ 54 milhões, mas prejuízos brutos de US$ 5,3 milhões. Longe de ser uma “startup”, segundo o conceito corrente do termo, o Shazam já existia em 1999, embora tenha realmente ganhado fôlego com uma rodada de investimentos de US$ 143 milhões.

Fonte: TechCrunch

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