Quatro razões pelas quais sua startup não precisa levantar capital

Por Redação | 08.07.2013 às 10:45

Fundadores de startups têm ocupado boa parte de seu tempo tentando levantar capital para alavancar suas empresas. Eles se aproximam dos chamados investidores anjos, buscam fundos de capital de risco, participam de conferências na esperança de encontrar financiadores "à paisana", entre outras tantas atividades que envolvem busca por investimento.

Para os jovens empreendedores, isso faz muito sentido, já que eles acreditam que sem capital não conseguirão progredir ou desenvolver seus produtos. É verdade que, às vezes, aumentar o capital de uma startup é necessário, mas também existem situações em que a procura por investidores pode não ser benéfica. Eran Laniado, assessor de empresas multinacionais e mentor de empreendedores, listou quatro razões pelas quais uma startup não deve levantar capital.

1. Desperdício de tempo e energia

Preparar apresentações de investimentos e planos de negócios, responder perguntas e exigências de investidores são atividades que consomem muita energia do empreendedor. Startups possuem pequenas equipes trabalhando em novos produtos, buscando clientes e procurando modelos de negócios – tudo ao mesmo tempo. O tempo é um recurso escasso e que não deve ser desperdiçado.

Além disso, a realidade é que pode demorar certo tempo, geralmente vários meses, até que o dinheiro dos investidores caia na conta bancária da startup. O tempo gasto nas atividades relacionadas à busca incessante de investidores pode restringir os esforços de desenvolvimento de produto e mercado durante esse período.

Algumas startups podem usar rotas mais rápidas de captação de recursos, tais como sites de crowdfunding como o Kickstarter (o Ouya é um exemplo de sucesso).

2. Não existe necessidade real de buscar investimentos

O empreendedor do Vale do Silício, Steve Blank, costuma dizer que startups não são versões pequenas de grandes empresas, ou uma organização em busca de um modelo de negócio. Elas são uma entidade completamente diferente, que ainda não sabe o que seus futuros clientes realmente querem e como será seu modelo de receita.

É importante que os fundadores de startups percebam que eles não devem investir em uma equipe de três pessoas se um único freelancer é capaz de realizar o trabalho sozinho. Esse tipo de "versão magra" das novas empresas pode afetar significativamente as reais necessidades de financiamento.

3. Orçamento inflado

Empreendedores devem ter certeza de que os futuros gastos e investimentos estipulados são de fato necessários. Investidores profissionais tendem a desaprovar despesas, tais como dimensionamento prematuro (por exemplo, grandes escritórios e diversos vendedores antes mesmo da existência do produto final) e salários de seis dígitos para os fundadores.

Dica: Analise profundamente se o seu orçamento contém apenas itens importantes. Ou será que ele também contém itens que seriam interessantes possuir, ou pior, gastos totalmente desnecessários?

4. Questões de valorização

Empresários experientes sabem que elevar muito o capital no início pode impactar negativamente o empreendimento. A melhor opção é tentar levantar apenas a quantia necessária para desenvolver o produto no tempo estimado, supervalorizando a startup – lembrando-se sempre de não levantar menos capital que o necessário. Isso pressupõe melhores valorizações no futuro, como resultado do progresso no desenvolvimento do produto, da equipe e da base de clientes.