Mercado: startups bilionárias são cada vez mais comuns no Vale do Silício

Por Redação | 07 de Fevereiro de 2013 às 14h30

O Vale do Silício, na Califórnia, é o sonho de muitos jovens com ideias inovadoras e também o berço de muitas empresas de sucesso. Mas o que muita gente não sabe é que existem muitas startups na região que valem mais de US$ 1 bilhão, mas esse sucesso bilionário é mantido em segredo.

Um bom exemplo desse "sigilo opcional" é o presidente executivo do famoso 'Evernote', Phil Libin, relatado pelo

The New Yotk Times

. "Eu pensei que era especial", disse Phil em relação às startups e seus jovens empresários que têm se dado bem no Vale.

Ele conta que em meados de 2008, quando começou seu projeto do serviço de bloco de notas digital, o período era de recessão e a maioria dos jovens empreendedores pensava em construir algo duradouro, e não em ter uma grande valorização imediata do seu negócio.

Startup

Atualmente, a quantidade de startups de alta tecnologia que são avaliadas em US$ 1 bilhão (ou mais) chega facilmente a 25 e pode ser superior a 40. Tem muita gente ficando rica no Vale do Silício silenciosamente. Entre as empresas de capital fechado conhecidas que atingiram a meta do primeiro bilhão estão nomes como Airbnb, Pinterest, SurveyMonkey e Spotify, enquanto nomes menos conhecidos estão vendendo seus serviços para outras empresas. É o caso do Box, Violin Memory e Zscaler (que você provavelmente nunca ouviu falar).

Jim Goetz, sócio de uma empresa de capital de risco chamada Sequoia Capital, acredita que dentro de um ano o número de startups que atinjam essa marca bilionária pode chegar facilmente a 100. Ele se refere ao fenômeno como "uma mudança permanente" na maneira como os empreendedores estão construindo suas empresas e como os financiadores estão jogando os valores para cima.

No mês passado, o Twitter, que chegou ao mercado em 2006, atingiu o valor de US$ 9 bilhões, com base na oferta de ações de uma empresa de investimento global. Já o Pinterest conseguiu ser avaliado em US$ 1,5 bilhão em menos de três anos.

Boa parte dos empresários do Vale do Silício afirma que a espiral de preços não é um sinal de outra bolha de tecnologia. Mas, por outro lado, os veteranos que viveram a experiência da bolha da Internet nos anos 90 confessam certa preocupação.

Na época, a alta assustadora do valor das ações, seguida pela queda brusca, fez muitas empresas da área de tecnologia da informação quebrarem ou simplesmente desaparecerem do mapa. E é por isso que "esbanjar" não faz parte do estilo de vida de empresários mais antigos.

"Se alguém vem para uma entrevista de emprego aqui dirigindo um carro de US$ 100 mil, eu sei que ele não está passando fome", diz Robert Tinker, chefe-executivo da MobileIron, que produz software para as empresas gerenciarem smartphones e tablets. Apesar do alto valor de sua companhia, Robert ainda anda por aí com um carro modelo 1995.

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