Tecnologia em "top" de jogadores de futebol gera brincadeira, mas é coisa séria

Por Redação | 03 de Abril de 2016 às 18h00
photo_camera http://www.gazetaesportiva.com/palmeiras/rafael-marques-admi

Muito tem se falado nas redes sociais sobre os "tops" ou sutiãs que os jogadores do Palmeiras tem usado nas partidas do time. Isso porque, em um meio machista como o do futebol, qualquer coisa é motivo para tirar um sarro com os adversários. Mas, nesse caso, o motivo das brincadeiras tem um fundamento científico. É que esses tops, sutiãs ou seja lá qual for o nome aplicado a essa item que fica em baixo das camisas do clube, acoplam um rastreador GPS que monitora o jogador durante uma partida ou treinamento.

O que se pode ver das brincadeiras com os modelos usados pelos jogadores do Palmeiras se deve muito à cor e ao formato da vestimenta, que tem um espaço para colocar o GPS nas costas, entre as escápulas.

Rastreador GPS

Outros modelos também são bem similares a um top, mas não foram tão ironizados quantos os do Palmeiras. A seleção da Inglaterra, por exemplo, já usava o dispositivo na Copa do Mundo, mas eram pretos e usados sobre as camisas de treino.

GPS usado na Inglaterra

No "mundo futebolístico", em que cada vez mais dinheiro é investido, a inserção de novas tecnologias é sempre bem-vinda para trazer bons resultados para o clube. No caso do GPS, a ideia é ter um sistema que possa monitorar todos os movimentos feitos por cada jogador, individualmente. Dessa forma é possível colher uma série de dados e observar o rendimento dos atletas, além de saber como ele se comporta dentro de uma partida.

Para se ter uma noção, esse dispositivo, além de captar a distância percorrida por um jogador de futebol durante toda a partida, também consegue mensurar as velocidades médias do jogador, seus picos de velocidade e as distâncias percorridas em pequenas, médias e altas intensidades de velocidade.

Tudo isso é um prato cheio para os departamentos de análises científicas dos clubes, que, em uma integração com o departamento médico, de fisiologia e técnico, conseguem saber qual atleta está melhor em vários aspectos. Cruzando as informações com outros dados, essa força tarefa sabe quem pode se entregar mais fisicamente à equipe, qual jogador está com desgaste maior e quais estão mais suscetíveis a lesões.

A “zoação” pode muito bem mudar de lado e ficar sobre quem não está sempre se atualizando!

Via UOL

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