Atualização do Chromium vai consumir menos bateria em notebooks

Por Felipe Demartini | 20 de Agosto de 2019 às 13h15
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Um desenvolvimento que está sendo feito pela Microsoft, de olho na nova versão de seu navegador Edge, deve acabar melhorando a experiência também de quem usa o Google Chrome. A dona do Windows está trabalhando ao lado dos responsáveis pelo Chromium,a plataforma de código aberto que é a base dos dois softwares, em uma atualização que reduzirá o consumo de bateria dos notebooks que estiverem rodando o navegador.

A ideia está em andamento há cerca de um mês, conforme citado nos registros públicos relacionados ao desenvolvimento do Chromium, e pode acabar otimizando também a utilização de memória RAM, outro problema notório do browser. A novidade ainda não tem data para chegar, mas é focada no Windows e está sendo feita diretamente no código-fonte do navegador de código aberto, em vez de na conversão dele para o Edge.

Isso está sendo obtido por meio de uma manipulação diferente do cache de mídia do navegador, evitando a utilização desse recurso sempre que possível. O funcionamento atual mantém o disco em execução o tempo todo, na medida em que conteúdo é adicionado a ele, consumindo mais bateria e prejudicando a eficácia do modo de economia de energia, além de tornar o sistema operacional, como um todo, um pouco mais lento.

Nos testes preliminares da atualização, a Microsoft descobriu que a mudança no funcionamento do cache não apenas otimizou o uso da bateria, como também melhorou a performance da experiência com vídeos, com o carregamento se tornando mais rápido. Isso é real, principalmente, quando o usuário usa os recursos de avançar ou retroceder alguns segundos, que se aproveita dos dados que ficam armazenados na memória.

A melhoria, inclusive, aparece em números. A atualização seria capaz, de acordo com os testes mais recentes, de reduzir o consumo de energia em 62 mW devido a uma baixa de 309 KB por segundo na atividade do disco. O experimento foi feito com um notebook desconectado da tomada, reproduzindo um vídeo em resolução 1080p, situação considerada como ideal pela Microsoft. Nos números práticos, pode parecer pouco, mas no acúmulo, o resultado final foi consideravelmente positivo.

Como se trata de um projeto em andamento e que conta com o apoio da comunidade, não dá para saber quando exatamente a novidade chegará ao público. O trabalho, inclusive, ainda deve continuar, com a Microsoft testando a atualização em diferentes situações, como redes de baixa qualidade ou baterias com problemas em segurar a carga completa.

Fonte: Windows Latest

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