Apple suspende Apple Pay em sites que apoiam supremacistas brancos

Por Redação | 17 de Agosto de 2017 às 11h30
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A Apple suspendeu o seu serviço de pagamentos, o Apple Pay, em três sites norte-americanos que apoiam supremacistas brancos e grupos de ódio. A decisão veio após as violentas manifestações no último sábado em Charlottesville, que acabou com a morte de uma mulher e dezenas de feridos. De acordo com a gigante da tecnologia, a suspensão aconteceu devido a violação dos termos do Apple Pay, que proíbe a utilização do sistema em sites que promovam o ódio, a intolerância, o preconceito e a violência.

Os sites que tiveram o serviço suspenso vendiam camisas com logotipos nazistas, com frases promovendo o orgulho branco e um desenho de um carro atropelando uma pessoa. A Apple não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas é provável que outros sites que também promovem esses tipos de produtos e materiais e que usam o Apple Pay também tenham o serviço bloqueado até que se regularizem diante dos termos de restrição da empresa.

As suspensões são um esforço da Apple para se distanciar de sites preconceituosos e que promovem a violência, acompanhando o que várias empresas de tecnologia vêm fazendo ao longo dos últimos dias. Na segunda-feira (14), em resposta aos acontecimentos em Charlottesville, a GoDaddy e a Google removeram os registros de domínio do Daily Stormer, um blog de supremacistas brancos.

Tim Cook, CEO da Apple, enviou um e-mail para seus funcionários nesta quarta-feira (16) anunciando doações a grupos que combatem o preconceito e promovem a diversidade de gêneros e étnica. Ele também disse que não concordava com o presidente Donald Trump, que equivaleu nazistas e nacionalistas brancos com aqueles que se opuseram a eles durante as manifestações do último final de semana. "Já vimos o terror da supremacia branca e da violência racista antes", explicou Cook em seu perfil no Twitter. "É uma questão moral - uma afronta à América. Todos devemos nos defender".

Outras empresas de tecnologia, como Facebook, Twitter, Uber, MailChimp e WordPress, também tomaram ações contra os supremacistas brancos em suas plataformas. O Airbnb proibiu pessoas ligadas a esses grupos de utilizarem seu site para realizar reservas de hospedagem. Já o CEO da Intel, Brian Krzanich, renunciou à cadeira do Conselho de Manufatura dos Estados Unidos, liderado por Trump, em resposta à posição adotada pelo presidente frente aos acontecimentos em Charlottesville.

Para Heidi Beirich, líder de um dos grupos que receberam doações da Apple, o comprometimento das empresas de tecnologia é muito positivo na luta pela igualdade das pessoas e elogiou a liderança de Cook neste tema. "Seria um país muito melhor se as pessoas seguissem sua liderança nesta frente", afirmou.

Fonte: BuzzFeed

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