AIM vai deixar de funcionar após 20 anos de história

Por Redação | 06 de Outubro de 2017 às 12h46

O AOL Instant Messenger vai deixar de funcionar após pouco mais de 20 anos de história. A companhia anunciou nesta sexta-feira (06) que o encerramento das atividades do mensageiro foi marcado para o dia 15 de dezembro, data depois da qual não será mais possível se conectar ao serviço.

A notícia veio acompanhada de uma nota triste, mas totalmente verdadeira. Para a AOL, os usuários de tecnologia de hoje em dia se comunicam de maneiras completamente diferentes, com mudanças profundas na forma como a interação online acontece. Por conta disso, não havia mais a necessidade de manter o AIM funcionando, o que levou à descontinuação de seus servidores e sistemas online.

Entretanto, não é como se o fim do suporte viesse como uma grande surpresa. Em março deste ano, a AOL já havia desconectado seu mensageiro proprietário de aplicativos de terceiros, principalmente aqueles que unificavam diferentes soluções de chat em um único local.

Ascensão e declínio

Lançado em maio de 1997, o AOL Instant Messenger nunca foi muito popular no Brasil, mas dominou o mercado norte-americano por mais de 10 anos. Ele chegou a ter mais de 60% de market share entre os usuários de internet dos EUA, principalmente, por vir embarcado em discos de instalação da operadora, que também foi, por muito tempo, uma das mais usadas do país.

Tanto que o AIM se tornou um fenômeno cultural, chegando a aparecer até mesmo em seriados como Sex And The City, sendo parte integrante dos relacionamentos das protagonistas, e também como peça fundamental no enredo de Mensagem Para Você, com Tom Hanks e Meg Ryan, uma das primeiras comédias românticas a abordarem as relações amorosas construídas via internet. O título original, You’ve Got Mail, inclusive, é uma referência à mensagem sonora que era reproduzida aos clientes AOL sempre que eles recebiam uma nova mensagem de correio eletrônico.

O declínio começou a ser sentido com força em 2011, quando redes sociais cresciam e muitas delas apostavam em seus próprios sistemas de chat, que também ganhavam cada vez mais força em sistemas de e-mail. Os smartphones, com popularidade crescente, representaram mais um prego nesse caixão, principalmente quando os mensageiros instantâneos disponíveis somente nestas plataformas começaram a ganhar versões integradas também nos desktops.

A demora no lançamento de edições dedicadas a sistemas operacionais móveis também freou o que poderia ser o último fluxo de crescimento do AIM. Enquanto os usuários migravam para soluções como o WhatsApp, Facebook Messenger e, depois, o Telegram, o mensageiro instantâneo da AOL caía cada vez mais na obscuridade, sendo deixado de lado pelos usuários.

Em 2011, sua parcela de mercado chegou a míseros 0,73% - um número referente a instalações, e não usuários ativos, o que geraria um total ainda menor. No ano seguinte, a AOL anunciou o fim da divisão dedicada exclusivamente ao desenvolvimento do aplicativo, apesar de atualizações ainda terem sido lançadas, por times que trabalhavam de forma conjunta, também, em outras soluções da empresa.

A última versão estável do AOL Instant Messenger foi liberada em abril de 2015 e desde então o aplicativo não recebeu mais atualizações – outro indício de que o fim da vida estava bem próximo. Apenas operações de suporte continuaram e ainda permanecem ativas, também chegando ao seu fim em dezembro.

Caso você ainda seja um usuário do AIM, essa é uma boa hora para logar no serviço e entrar em contato com outros amigos que ainda utilizam a plataforma, atualizando os contatos. Isso, claro, caso ainda não tenha feito isso, o que parece ser o caso para a maioria da base de usuários da plataforma.

Fonte: AOL

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