Adblock é vendido, mas ninguém sabe para quem

Por Redação | 02.10.2015 às 11:49

Com 40 milhões de usuários em todo o mundo e presença no navegador Google Chrome, um dos mais populares da atualidade, o Adblock é um software reconhecido, além de ser presença constante em discussões sobre monetização e ética na internet. Agora, a extensão aparece no centro de mais um debate, desta vez repleto de mistério, após a divulgação de que a empresa responsável por ele foi vendida. E, veja bem, ninguém sabe exatamente para quem.

A novidade apareceu no texto de revelação de uma adição ao sistema. Ao anunciar o programa de “Anúncios Aceitáveis”, que permite a anunciantes pagarem para entrarem em uma “lista branca” e terem suas propagandas exibidas mesmo para quem utiliza o bloqueador, a empresa também revelou a venda, com o novo dono assumindo todas as funções gerenciais a partir de agora.

O texto aparece em letras miúdas e, supostamente, teria sido escrito por Michael Gundlach. Nas letrinhas, ele conta que nunca gostou muito da ideia, já que ela permite que anunciantes guiem os rumos da aplicação. Agora, com a venda, os Anúncios Aceitáveis passam a funcionar e ele abre mão de todo controle da companhia, deixando o Adblock nas mãos de seu diretor geral, Gabriel Cubbage, e dos novos donos da empresa.

Essa não é a primeira vez que o Adblock flerta com a monetização própria, outro fator de discussão, uma vez que seu ponto principal é justamente dificultar que produtores de conteúdo ganhem dinheiro com seu trabalho. Por meio de doações e contratos com anunciantes, o desenvolvimento da aplicação seguiu adiante, com ela já tendo mudado de nome para BetaFish Adblocker – mesmo nome da holding cujo diretor é Gundlach – antes de retornar ao título inicial sem mais explicações.

Oficialmente, a empresa não revelou o nome de seu comprador nem os detalhes da transação, tampouco o valor dela. Anteriormente, seu criador e outros membros da diretoria já haviam afirmado que o Adblock não estava à venda e que, de forma a manter a integridade da aplicação, o ideal era mantê-la independente e suportada por usuários.

Agora, porém, tudo parece ter mudado e não necessariamente em bons termos. A saída de Gundlach pode ser um sinal de que a aquisição do Adblock não foi necessariamente uma negociação tranquila, um fator evidenciado ainda mais pelo mistério que circunda a transação. Mas, pelo menos por enquanto, não dá para afirmar nada.

Fonte: The Next Web