Universidades brasileiras usam software para identificar plágio

Por Redação | 20 de Maio de 2014 às 16h00
photo_camera Reprodução

Escrever uma monografia no final de um curso de gradução requer do aluno muito trabalho, pesquisa, tempo e disciplina. Por isso, muitos se aproveitam de trabalhos que já foram feitos e simplesmente copiam o que foi produzido por outra pessoa. Existe, inclusive, um mercado negro no qual os estudantes pagam para que terceiros produzam o seu trabalho de conclusão de curso (TCC). Os professores afirmam que essa prática sempre foi muito comum, mas hoje, com as facilidades da internet, torna-se ainda mais fácil pela utilização do famoso copiar e colar (ou Ctrl+C, Ctrl+V, para os íntimos).

Este fato tem chamado a atenção das universidades brasileiras, as quais têm se preocupado cada vez mais em fazer com que seus formandos dos cursos de graduação e pós-graduação realmente escrevam seus próprios TCCs. Para isso, as instituições estão utilizando softwares, cuja funcionalidade é justamente identificar plágios nos trabalhos que são entregues.

Assim, chegou ao Brasil o software antiplágio Turnitin, um grande buscador com um banco de dados próprio e repleto de texto acadêmicos. O software acessa artigos da internet e até de outros alunos do curso e os compara com o TCC que foi entregue pelo suposto fraudulento. Obviamente, o programa não diz se o documento entregue possui plágios, mas ele indica as similaridades encontradas, ficando a critério do professor analisar o conteúdo.

Ao todo, 100 países já usam o programa, incluindo a Inglaterra, onde 95% das universidades aderiram ao Turnitin. No Brasil, 35 instituições de ensino superior já o adotaram, dentre elas a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), a Fundação Getúlio Vargas e o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

Como se trata de um software comercial, é claro que ele possui um custo. Alice Lupton, gerente de desenvolvimento para a América Latina do Turnitin disse ao Estadão que "a licença funciona de acordo com o tamanho da universidade e leva em conta o número de alunos".

A Unesp gasta anualmente R$ 18 mil para que todos os professores tenham acesso ao Turnitin. Eles fazem treinamentos regulares para os docentes aprenderem a manusear o programa, mas não os obrigam, ficando a critério do professor fazer uso ou não da ferramenta.

No início deste mês, Alice visitou várias universidades brasileiras apresentando o programa. Ela afirmou que as instituições de ensino, assim como as editoras que publicam trabalhos acadêmicos, têm demonstrado mais interesse em combater o plágio: "É uma preocupação que ocorre no mundo todo, as instituições estão preocupadas com a reputação", disse.

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