Primeiro coração artificial autônomo é implantado em paciente

Por Redação | 30.12.2013 às 11:55

A França anunciou esta semana o primeiro transplante bem sucedido de um coração artificial na história. O marco aconteceu no hospital Georges Pompidou em Paris, e o receptor foi um senhor de 75 anos que não teve o nome revelado.

O aparelho imita autonomamente o funcionamento do coração humano, e utiliza em sua construção diversos biomateriais, como tecido bovino, para diminuir o risco de rejeição por parte do organismo do receptor. Ele utiliza baterias como as de um relógio, e pode funcionar por até 5 anos.

"Imita totalmente um coração humano normal, com dois ventrículos que movimentam o sangue como faria o músculo cardíaco, com sensores que permitem acelerar o coração, desacelerar, aumentar a cadência, diminuir a cadência. O doente dorme, diminui. Sobe escadas, acelera, por isso não tem nada a ver com uma bomba mecânica", explicou em setembro Philippe Pouletty, co-fundador do grupo.

O projeto teve início em 1990, quando a empresa Carmat, fundada pelo cirurgião Alain Carpentier, conhecido mundialmente por ter inventado as válvulas cardíacas Carpentier-Edwards, e teve ajuda da gigante aeroespacial EADS, que fabrica armamentos, mísseis, satélites, foguetes e aeronaves - é a controladora da Airbus.

O coração ainda está em uma fase bem inicial, e diversas melhorias devem ser feitas, como por exemplo seu peso e tamanho. O aparelho tem quase o triplo do peso médio de um coração normal, e devido às suas dimensões um pouco maiores, apenas 75% dos homens e 20% das mulheres seriam compatíveis com ele.

Mas ainda assim o evento é um marco histórico da medicina, e coloca a França na vanguarda desta tecnologia. O inventor recebeu inclusive uma carta do presidente francês felicitando-o pelo feito.