Pesquisadores criam sistema que detecta o Mal de Parkinson com um telefonema

Por Ultradownloads | 13 de Julho de 2012 às 10h05

O Mal de Parkinson não tem cura e é uma doença progressiva que atinge mais de seis milhões de pessoas ao redor do mundo. Com as dificuldades de diagnóstico, o mal é capaz de se alastrar com facilidade e comprometer ainda mais o paciente quando não se descobre o problema ainda em seus primeiros estágios.

Identificar a doença e suas causas depende de uma série de testes e listagem dos sintomas. Assim, um grupo de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology Media Lab, nos Estados Unidos, desenvolveu um sistema de diagnóstico da doença apenas com uma ligação telefônica de três minutos.

O projeto, intitulado Parkinson´s Voice Initiative, utiliza alguns algoritmos de reconhecimento de voz que são capazes de identificar os indícios do problema, já que a fala é uma das primeiras áreas afetadas pela doença.

O sistema utiliza algoritmos de reconhecimento de voz para identificar os primeiros sinais da doença (Foto: Reprodução/DVice)

Parkinson

De acordo com o DVice, para desenvolver seu projeto, Max Little e sua equipe gravaram mais de 263 conversas com 43 voluntários diferentes enquanto eles pronunciavam seis ou sete sons da vogal ‘A’. Dessa forma, o algoritmo foi treinado a identificar 10 problemas ou variações nas gravações e já é capaz de diagnosticar com precisão 99 por cento dos casos.

“Este tipo de tecnologia não invasiva, que pode ser perfeitamente integrada à vida das pessoas, poderia dar-lhes dados sobre sua vida social, padrões diários e acompanhá-los ao longo do tempo”, afirmou Little ao site New Scientist. “Acabamos de criar um banco de dados gigante com pequenos fatores de risco que vai ajudar os pesquisadores a ter uma forma mais rápida de busca”.

O projeto foi apresentado pela primeira vez durante a TEDglobal, que aconteceu em junho deste ano na cidade de Edimburgo, Escócia. Agora, seus pesquisadores querem ampliar o Parkinson´s Voice Initiative para outras localidades do globo e já possuem linhas abertas para consulta gratuita dos interessados em saber um pouco mais sobre a doença.

Confira abaixo um vídeo demonstrativo da pesquisa de Max Little e equipe:

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