O que há de novo no PCMark 8?

Por Pedro Cipoli

Utilizamos alguns programas da Futuremark aqui no Canaltech em nossos testes de equipamentos. Entre eles temos componentes individuais, como placas de vídeo, SSDs, processadores e memória RAM, até configurações completas, como notebooks, Ultrabooks e desktops. Temos o PCMark 7, suíte bastante completa que mede o desempenho individual da máquina em vários subscores, dedicado às tarefas cotidianas realizadas no Windows 7, e o 3DMark Vantage (DirectX 10) e 3DMark 11 (DirectX 11), para teste de gráficos.

Vamos introduzir um novo membro nas baterias de testes que realizamos, o PCMark 8, desenvolvido especialmente para avaliar um equipamento em tarefas comuns no Windows 8 e 8.1 (via upgrade). Além de ser especializado nas novas versões do Windows, que possuem uma exigência computacional diferente de máquinas com o Windows 7, eles nos pareceu mais preciso e detalhista. A princípio, manteremos tanto o PCMark 7 quanto o PCMark 8, considerando que tanto o Windows 7 quanto o 8 possuem um número expressivo de usuários.

O que há de novo?

Além das mudanças esperadas de interface, mais amigáveis ao usuário, o PCMark 8 conta com três detalhes importantes que o diferencia das versões anteriores, onde o primeiro deles é a medição da temperatura dos componentes durante o testes. Em segundo lugar, é possível avaliar o desempenho da máquina em aplicativo isoladamente, caso do Microsoft Office (versão 2010 em diante), que dará uma boa ideia do comportamento da configuração testada em qualquer suíte de escritório, como o LibreOffice e Lotus Symphony.

O outro é a suíte de aplicativos Adobe, versões Creative Suite 6 ou Creative Cloud, o que o torna uma ferramenta poderosa para quem trabalha com áudio, imagem e vídeo. Com esse exclusivo, designers e editores de vídeo podem montar configurações especificas e otimizadas para o trabalho que pretendem realizar, focando nos componentes que mais agregarão ao seu trabalho. É importante lembrar que ambos os programas precisam estar instalados para que a análise possa acontecer.

Ainda que outros recursos estejam presentes, destacamos um último que será essencial em nossos testes. O PCMark 8 inclui, finalmente, um teste de bateria (finalmente mesmo!). Ainda quem existam programas independentes bons no mercado, é interessante ter um programa que utilize os mesmos parâmetros de desempenho para avaliar a descarga de bateria. Esse recurso é especialmente útil para avaliar se fabricantes entregam a autonomia anunciada (o que em geral, infelizmente, não ocorre).

Qual é a configuração mínima para rodar o PCMark 8?

Praticamente qualquer máquina é capaz de rodar o PCMark 8, inclusive modelos bem básicos de alguns anos atrás:

  • Sistema operacional: Windows 7 em diante
  • Processador: qualquer um que seja dual-core (modelos single-core com hyperthreading também são suportados)
  • Memória RAM: 2 GB ou superior
  • Gráficos: sendo integrado ou dedicado, deve suportar no mínimo o DirectX 9.0c
  • Resolução de tela: 1366x768 ou superior (1920x1080p recomendado)
  • Disco: HD ou SSD com no mínimo 30 GB de espaço disponível

O que é testado?

O PCMark 8 divide seus testes não por componentes, como processador ou placa de vídeo, mas por cenários. Essa abordagem é excelente, pois, ao contrário do que muitos acreditam, dobrar o poder de processamento ou a capacidade de um componente individual não oferece um ganho proporcional de desempenho geral. Qualquer tarefa, desde navegar na web até rodar games de última geração, utiliza todos os componentes juntos (ainda que com cargas diferenets), e estes devem funcionar da forma mais coesa possível.

No total são 5 cenários, cada um com um foco diferente:

  • Home Test: é o conjunto de tarefas comuns que realizamos na máquina. Incluem navegação na web, jogos mais leves, escrita em processadores de texto, edição de foto e visualização de vídeos. Virtualmente qualquer máquina deve ter um desempenho mínimo aceitável aqui, desde netbooks de primeira geração até poderosos desktops com várias placas de vídeo;
PCMark 8
  • Creative Test: voltado para quem deseja avaliar o desempenho de uma máquina em tarefas profissionais, como edição de imagens em alta resolução, edição de vídeo, decodificação de vídeo e até jogos, que também exigem um belo desempenho gráfico. A máquina deve ter pelo menos gráficos integrados mais recentes (como Radeon HD série 6000 ou Intel HD 4000 ou superior) ou placas de vídeo dedicadas, além de processadores mais parrudos, para se sair bem;
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  • Work Test: ideal para quem quer analisar se uma máquina é competente em realizar tarefas de escritório, como manipulação de planilhas, edição de textos, pesquisas na web. Em geral, máquinas com esse propósito não contam com gráficos muito potentes, de forma que, nesse quesito, só serão analisdas tarefas básicas de vídeo;
PCMark 8
  • Storage Test: como o próprio nome diz, este é um teste de armazenamento, seja SSD ou HD. Em geral, pelo o que pudemos observar, os resultado são bem menores do que o anunciado pelos fabricantes, o que é esperado, já que simula situações reais no dia a dia do usuário (abrir uma foto, carregar um jogo e assim por diante). Mesmo que o usuário possua um SSD de altíssimo desempenho, capaz de sustentar 550 MB/s de transferência contínua, os resultados serão bem mais baixos;
PCMark 8
  • Battery Life Test: nesse teste o PCMark simula condições reais de uso, medindo a autonomia de bateria em tarefas cotidianas. A vantagem é que o usuário terá uma noção de quanto a bateria irá durar de verdade, já que os fabricantes colocam condições que chegam a ser ridículas para justificar seus números (do tipo: olha, sua bateria dura 5 horas, desde que a máquina esteja em modelo de leitura. Ou seja, brilho no mínimo sem interagir com a máquina. Aí é fácil, concorda?);
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  • Application Test: estes são os já mencionados testes específicos do Office e aplicativos da Adobe, desde que estejam instalalados na máquina.
PCMark 8

Considerações finais

Por se tratar de um benchmark sintético, os resultados são basicamente números. É preciso ter um ponto de referência para avaliar esses números, caso contrário eles não significam nada, então rodamos o PCMark 8 em uma série de confiurações para termos com o que comparar.

Nosso primeiro parâmetro é um notebook da ASUS K45VM com SSD, para termos um bom indicativo:

  • Processador: Intel Core i7-3610M de terceira geração (4 cores, 8 threads), rodando a 2,3 GHz (turbo até 3,2 GHz) e 6 MB de cache L3;
  • Memória: 8 GB DD3 rodando a 1600 MHz em dual-channel;
  • Placa de vídeo 1: Gráficos Intel HD 4000 (650 MHz - 1,1 GHz);
  • Placa de vídeo 2: NVIDIA GeForce GT630M (96 cores rodando a 800 MHz, 2 GB de memória RAM DDR3; barramento de 128 bits; DirectX 11 e OpenGL 4.1);
  • Armazenamento primário: SSD ADATA SX900 de 128 GB, SATA III com velocidades máximas teóricas de 550 MB/s (leitura) e 520 MB/s (escrita)

Com essa máquina, uma das referências que vamos utilizar, pontuamos 3776 no Home, 5136 no Work e 4834 no Storage.