Nova versão do Office deve chegar no final do ano que vem

Por Redação | 29 de Outubro de 2014 às 17h17
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Em um mundo conectado, no qual empresas realizam seus trabalhos na nuvem e desejam acessar aplicativos de todo lugar, é estranho pensar que ainda exista um grande espaço e futuro para softwares convencionais. A Microsoft discorda disso e afirma que vai lançar a próxima edição do Office no final do ano que vem, em versões para servidores e também focada no consumidor final.

Com o nome simples de Office 16, a nova edição da suíte de aplicativos ainda não teve as novas funcionalidades reveladas e estaria em processo de desenvolvimento. Nem mesmo o anúncio foi feito de maneira formal, e sim no palco da conferência Tech Ed Barcelona, da qual a diretora geral do segmento, Julia White, comentou rapidamente sobre o assunto. As informações foram publicadas pelo site ZDNet.

No momento, os aplicativos encontrariam-se em uma etapa de testes, com pessoal interno e externo experimentando novas funções e, principalmente, uma maior funcionalidade com dispositivos com tela sensível ao toque. Apesar desse movimento ter sido iniciado já no Windows 8, o Office permaneceu com sua usabilidade tradicional, já que utilizar um processador de texto ou planilhas sem um teclado convencional seria tarefa hercúlea. Essa ideia permanece para a Microsoft, mas não significa que outras funcionalidades não possam ser acessadas de maneiras diferentes.

O lançamento segue o calendário tradicional da empresa, que libera novas versões do pacote a cada dois ou três anos, normalmente de forma sincronizada à chegada de uma nova edição de seu sistema operacional. Além disso, significa que o Office não receberá atualizações constantes com novas funções, como já havia sido indicado por rumores do passado.

A ideia de ter duas versões “concorrentes” do Office funcionando ao mesmo tempo pode parecer estranha, mas para a Microsoft, faz todo o sentido. A empresa enxergaria seu público de duas maneiras distintas: os mais tradicionais, que desejam ter as ferramentas em seus computadores, e os conectados, que já trabalham no mundo do cloud computing e têm o Office 365 como sua principal suíte de aplicações no dia a dia.

A segunda gera uma renda estável e periódica, mas para a fabricante, é no primeiro grupo que a maior quantidade de dólares está. Aqui, entram em cena também os fabricantes de computadores, que adquirem licenças do pacote Office para incluí-lo em computadores e notebooks novos lançados no mercado e contribuem grandemente para as receitas da Microsoft. É uma fonte que a empresa não quer ver secando tão cedo e, justamente por isso, é que uma nova edição tradicional da suíte de aplicativos está em desenvolvimento.

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