Microsoft e Oracle apontam desafios para o barateamento de software

Por Redação | 27 de Junho de 2013 às 09h30

É comum ouvirmos reclamações a respeito dos preços de softwares, que geralmente são considerados muito altos pelo mercado. Porém, não é assim que pensam os especialistas da indústria. É preciso levar em conta os reais custos de desenvolvimento, testes de campo e adequação ao mercado, além de toda a cadeia de comercialização.

"O mito de que os produtos da Microsoft são caros é facilmente desmontável se o usuário avaliar o seu custo-benefício", explicou Fernando Figueira, Gerente de Produtos Visual Basic da Microsoft, durante o encontro nacional de desenvolvedores JustJava, que reuniu cerca de 300 profissionais da indústria de software no início deste mês, em São Paulo.

Durante o evento, Figueira apresentou à plateia os modelos de trabalho colaborativo da Microsoft e a valorização de talentos como parte da estratégia da empresa. Ele convidou os designers presentes no encontro e que trabalham com a linguagem da Oracle para se aproximar do universo da empresa. "O mercado procura mais que nunca a interoperabilidade", defendeu o executivo.

Ainda durante o JustJava, outro palestrante internacional, o norte-americano Stephen Chin, evangelista da Oracle, abordou o "cálculo lambda" (um modelo de sintaxe mais simples e efetivo para a produção de apps), e o computador "superbarato" Raspberry PI, que custa R$ 170,00 no Brasil, e permite a prototipagem rápida de software, bem como a disseminação da automação em itens do dia em residências, fábricas e no comércio.

"Uma das mensagens mais marcantes do JustJava SP 2013 é a de que a proliferação do software em direção a toda sorte de utensílios, móveis, roupas e instrumentos (Internet of Things) exigirá a redução de custos como uma das principais premissas; mesmo se considerarmos que a complexidade dos sistemas e a valorização da mão de obra não param de crescer", observa Miriam Vasco, presidente da SUCESU-SP.

Entre os temas abordados durante o encontro de desenvolvedores deste ano, destaque para: computação em nuvem, TV digital, bancos de dados Big Data, arquitetura e middleware.

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