Criadores da Siri estão desenvolvendo nova AI capaz de aprender sozinha

Por Redação | 13 de Agosto de 2014 às 07h15
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A ideia parece cena de filme de ficção científica: um usuário sai de um bar de madrugada e fala diretamente ao smartphone "estou bêbado". Automaticamente, o dispositivo localiza o usuário, realiza o pedido de um táxi e informa ao motorista qual o destino do passageiro, tudo com um só comando.

Mas segundo o cofundador da statup Viv Lab, Dag Kittlaus, isso é exatamente o que está sendo desenvolvido atualmente pela empresa, baseada em San Jose, na Califórnia.

De acordo com uma reportagem da Wired, a nova inteligência artificial (IA), chamada também de Viv, será capaz de aprender com comandos do dia-a-dia e não apenas responder àqueles que estão programados em seu sistema. Com isso, a IA seria capaz de superar todas as limitações das assistentes que existem hoje no mercado, como a Siri da Apple, o Google Now, do Google, ou a Cortana, da Microsoft.

O time de apenas dez pessoas já está trabalhando há dois anos na Viv e espera ser o primeiro a criar uma assistente "amigável" para consumidores finais. A ideia é que ela não seja só inteligente, mas flexível e onipresente.

Viv

Os cofundadores do Viv Labs, Adam Cheyer, Dag Kittlaus, e Chris Brigham (foto: Ariel Zambelich/Wired)

De acordo com Kittlaus, apesar de várias empresas já estarem desenvolvendo seus próprios assistentes, todos sofrem com o mesmo problema: são capazes de responder várias questões, mas não podem interligar essas informações em uma questão complexa.

Assim, a assistente Viv será capaz de gerar seu próprio código em tempo real. O cofundador deu um exemplo: ao pedir que a assistente busque "um vôo para Dallas com um assento no qual o Shaq caberia", a Viv quebraria a sentença em multiplos pedaços e, automaticamente, geraria códigos para juntar todas essas informações - por exemplo, o serviço Kayak para buscar uma passagem de vôo, NBA para descobrir o tamanho do jogador Shaq e o SeatGuru para buscar recomendações de lugares espaçosos em aviões.

A expectativa do grupo é que o serviço seja utilizado como uma comodidade semelhante à eletricidade ou à água, que conectaria o usuário a um "cérebro global". A ideia também é que o produto não fique preso a uma única marca ou hardware, mas possa ser licenciado para diversas empresas e dispositivos diferentes, como o Wi-Fi e o Bluetooth. O sistema também será aberto e permitirá que diversas empresas integrem suas aplicações a ele.

Siri

Além de Kittlaus, os outros dois cofundadores da empresa, Adam Cheyer e Chris Brigham, estiveram diretamente envolvidos na criação da Siri - considerada apenas o primeiro passo de "uma história muito maior".

Após desenvolver um app que serviu de base para a Siri, o grupo vendeu a tecnologia para a Apple em 2010, quando passou a fazer parte do time da empresa. Quase todos do time original deixaram a empresa após a morte de Steve Jobs, alegando que a relação com executivos ficou difícil depois do ocorrido. Pouco tempo depois, os três se reuniram novamente para continuar trabalhando na visão original da assistente.

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