Cinco motivos para investir em open source

Por Colaborador externo | 07 de Outubro de 2014 às 09h25

Por Rafael Cichini*

As soluções de código aberto já são uma realidade no mercado tecnológico. Criado inicialmente para ser uma alternativa viável contra o modelo de negócios de softwares proprietários, o tema cresceu e ganhou espaço no ambiente corporativo. Deixou de ser um movimento “underground“ e se transformou em excelentes soluções que melhoram a vida dos mais diferentes usuários atendendo as mais diferentes necessidades de negócio.

Após uma resistência inicial, empresas de todos os portes investem em open source pelos benefícios que ele proporciona. De acordo com a pesquisa TIC Empresas 2013, realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (CETIC), 66% das grandes companhias e 56% das médias utilizaram alguma ferramenta open source nos últimos meses – apenas no segmento dos pequenos empresários o número está abaixo da metade, com 42%.

Veja cinco motivos para investir no open source:

Redução de custo: a principal característica é o fato de não possuir licença e patente. Assim, as soluções permitem uma diminuição nos gastos da empresa no momento da aquisição e possibilitam maior investimento em outras áreas.

Ampliação de fornecedores: com um software aberto, a organização não fica refém de um número limitado de empresas licenciadas em programas de parceiros para o suporte e manutenção e pode ampliar a lista de produtos e fornecedores, escolhendo de acordo com o perfil desejado.

Customização: softwares proprietários não permitem a alteração de sua estrutura a não ser por uma empresa credenciada ou pelo próprio fabricante. Em alguns casos uma necessidade nem mesmo pode ser atendida, pois foge do escopo do produto. Já com o open source, as corporações podem moldar o software seguindo sua própria necessidade de negócio para atender demandas específicas de cada área, como a implementação de um CMS para gestão de conteúdo de um portal, site ou intranet. É o programa que precisa se adequar à companhia e não o contrário.

Flexibilidade: o código aberto permite que novas funcionalidades sejam incluídas ou até mesmo excluídas durante o processo de desenvolvimento. Algo que não acontece com softwares convencionais, que costumam ser mais engessados e não permitem alteração na arquitetura.

Desenvolvimento: por fim, a maior utilização amplia o investimento em pesquisa e inovação no país. A área é essencial para a criação e aperfeiçoamento de novas soluções tecnológicas. Em cima disso, a própria companhia pode criar um setor específico para isso e contribuir de forma significativa para o desenvolvimento e evolução de soluções open source.

* Rafael Cichini é CEO da Just Digital, empresa especializada em soluções enterprise para gestão de conteúdo e search, e Presidente da Associação Drupal Brasil, uma plataforma de código aberto que permite facilmente publicar e gerenciar todos os tipos de conteúdo em sites.

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