3 dicas para o próximo CEO da Microsoft lidar com o Windows Azure

Por Redação | 29.08.2013 às 09:00 - atualizado em 29.08.2013 às 22:39

Depois de dedicar 33 anos de sua vida à Microsoft – incluindo 13 anos como CEO – Steve Ballmer deve se aposentar dentro dos próximos 12 meses. Boa parte do mercado atribuiu a decisão, pelo menos em partes, ao mau desempenho da empresa.

Alguns nomes já foram cotados para substituir o CEO, mas a empresa ainda não se manifestou oficialmente a respeito dos possíveis candidatos. De qualquer forma, essa transição pode rejuvenescer a Microsoft ou representar o início do fim.

Provavelmente, o novo CEO vai se concentrar no Windows Azure e no movimento para a nuvem. Por falar nisso, a Microsoft tem se saído bem nessa área, já que o Azure figura entre a terceira e quarta posição no mercado. No entanto, dada a posição de liderança da Microsoft, os investidores esperam mais do Azure e da Microsoft como um todo.

Fato é que o novo CEO terá que renovar o foco na nuvem e descobrir como conduzir a Microsoft para o topo, ou pelo menos manter um segundo lugar sólido. David Linthicum, da InfoWorld, listou três sugestões bem interessantes para o próximo CEO da Microsoft.

Concentrar-se mais em sua base de desenvolvedores .Net já existente: Muitos desenvolvedores da Microsoft não se sentem tão amados como deveriam ser pela companhia. Enquanto a Microsoft faz um bom trabalho de gestão de redes de desenvolvimento, no ano passado vimos muitos desenvolvedores migrando para o Amazon Web Services. Desenvolvedores são a chave para o sucesso da computação na nuvem, e a Microsoft já tem toneladas deles.

Contratar novos talentos para trabalhar com a nuvem que pensem fora da caixa da Microsoft: A empresa sofreu uma grande fuga de mentes brilhantes nos últimos anos, e as que continuam na companhia não têm mostrado muita inovação com o Azure. A estratégia da Microsoft tem sido amplamente reacionária.

Interoperabilidade: A Microsoft adora ter tecnologias fechadas. Em vez de discutir a interoperabilidade, a empresa prefere se ater ao seu material que, supostamente, foi feito para trabalhar em conjunto. O mundo não é assim tão simples, e a Microsoft precisa tomar medidas para garantir que sua plataforma em nuvem, o Azure, funcione bem com as demais ferramentas do mercado.

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