Xiaomi apresenta o Mi Watch, seu primeiro smartwatch que é a cara do Apple Watch

Por Felipe Demartini | 05 de Novembro de 2019 às 12h33
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A espera terminou. Nesta terça-feira (5), a Xiaomi finalmente apresentou sua grande entrada no mundo dos relógios inteligentes com o anúncio do Mi Watch, seu primeiro smartwatch, que chega às lojas na próxima semana. Sem variantes e com duas opções de cores, além de diferentes opções de pulseiras e acessórios, o gadget chega custando CNY 1.299, o equivalente a US$ 185, ou cerca de R$ 740.

O modelo tem características premium e, apesar do preço, chega com o claro ideal de fazer frente ao Apple Watch, da mesma forma que a Xiaomi já fez no segmento de smartphones. O Mi Watch tem corpo quadrado e display AMOLED de 1,78 polegadas, com 326 ppi e permanece ligado durante todo o tempo, em modo de baixa energia, da mesma forma que a mais recente safra de relógios inteligentes da Maçã.

Mi Watch é o primeiro relógio inteligente da Xiaomi, com corpo de alumínio e rodando uma variante do Wear OS, da Google (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

O corpo é luxuoso, feito de alumínio, com cerâmica na parte de baixo, que fica em contato com a pele e também abriga os sensores de monitoramento. Com 44 mm de tamanho, o aparelho também conta com microfones e alto-falantes para que chamadas possam ser realizadas ou recebidas diretamente do relógio, que também é capaz de funcionar de forma independente do smartphone a partir de uma conexão 4G própria.

Rodando o sistema operacional MIUI Watch, uma variante do Wear OS, do Google, o Mi Watch traz, na parte de dentro, um chipset Snapdragon Wear 3100 4G, da Qualcomm, com quatro núcleos Cortex A7 rodando a 1,2 GHz. O hardware, como o nome já indica, é dedicado para dispositivos vestíveis e vem acompanhado de 1 GB de memória RAM e 8 GB de armazenamento interno. Além da conectividade via eSIM, o modelo também tem Wi-Fi, Bluetooth, GPS e NFC para pagamentos.

A promessa é de 36 horas de autonomia com uma única carga completa, mesmo que todo o tempo seja gasto usando a conexão 4G. A Xiaomi também firmou parceria com 40 desenvolvedores de aplicativos populares para lançar versões dedicadas ao Mi Watch no lançamento do relógio — a lista inclui nomes famosos na China como TikTok e QQ Messenger, enquanto todos os softwares da própria companhia, como seu assistente XiaoAI e os sistemas de automação doméstica, por exemplo, também terão versões dedicadas.

Os tempos do Mi Watch de alumínio como única variante, porém, também estão contados. Enquanto esse modelo será o único a ser colocado à venda na próxima semana, a Xiaomi já revelou que uma versão esportiva, com vidro safira e corpo de aço inoxidável, chega às prateleiras em dezembro, custando CNY 1.999, ou cerca de R$ 1.150.

Ao falar sobre o lançamento, a fabricante lembrou o sucesso absoluto com as pulseiras inteligentes da linha Mi Band, que se tornaram sucesso global de vendas e motivaram a empresa a se aventurar no mundo dos relógios inteligentes. A marca agora pretende repetir essa popularidade com o Mi Watch, que mais uma vez traz tecnologia de ponta e preço mais baixo que o da concorrência.

O lançamento também não significa que a companhia vai se afastar da linha Amazfit, que também permanece com seus relógios inteligentes voltados, principalmente, para o mercado esportivo. Não que o Mi Watch não conte com esse tipo de característica, afinal de contas a Xiaomi promete o mesmo nível de fidelidade e coleta de dados de suas pulseiras inteligentes, mas a ideia agora é ampliar o portfólio e imprimir a própria marca em um segmento no qual ela ainda não tinha colocado os dois pés com firmeza.

As datas de lançamento valem para a China e, por enquanto, a Xiaomi não falou sobre a previsão de versões internacionais ou chegada oficial do Mi Watch em outros países. Caso siga a mesma lógica de seus outros produtos, porém, elas devem estar presentes por aí antes do Natal, quem sabe a tempo do Papai Noel importar um exemplar para colocar debaixo de sua árvore.

Fonte: TechCrunch

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