Vendas de tecnologias vestíveis devem crescer quase 40% neste ano

Por Redação | 18 de Março de 2016 às 15h50
photo_camera BRUNO HYPOLITO / CANALTECH

Enquanto os smartphones começam a mostrar seus sinais de saturação e as fabricantes já coçam as cabeças, as tecnologias vestíveis parecem cada vez mais no caminho para se tornarem as grandes vedetes do mercado mobile. De acordo com uma pesquisa do IDC, as vendas desse tipo de produto devem crescer 38,2% neste ano, com mais de 110 milhões de wearables sendo colocados nas lojas até o final de 2016.

E isso é só um sinal do que está por vir. A análise aponta que o crescimento deve mais do que dobrar até 2020, quando serão 237,1 milhões de dispositivos disponíveis para compra. O crescimento nas vendas também deve atingir numerais com dois dígitos até lá, na medida em que inovações chegam ao mercado, ao lado de novas versões de produtos que já estão por aí há algum tempo.

E entre todos os wearables, são os smartwatches que devem movimentar a maior parte desse mercado. Apesar disso, os analistas apontam uma noção um tanto diferente da que você pode estar imaginando. Segundo o IDC, aparelhos como o Apple Watch ou que rodem o sistema operacional Android já estão perdendo um pouco de espaço, por serem vistos pelos consumidores como meras extensões dos smartphones que eles já têm nos bolsos. Dispositivos assim devem representar apenas 25% do mercado em 2016, e cair para menos de um terço nos próximos quatro anos.

Em seu lugar, permanecem os relógios, sim, mas na forma de dispositivos “mais inteligentes” e com potenciais variados. A ideia é que o futuro reserve a criação de gadgets que efetivamente funcionem por si só, tragam funções voltadas para a prática de exercícios ou sejam produzidos por grandes fabricantes do mercado relojoeiro, ou qualquer combinação de fatores desse tipo. A noção é de que usos mais simples e direcionados farão mais sucesso do que a abrangência oferecia pelo WatchOS e o Android.

Sendo assim, o IDC aposta em uma redução nas vendas do Apple Watch ainda para esse ano, enquanto o Android permanecerá na segunda colocação. Outros sistemas, como o Linux e o Tizen, entretanto, devem ter dificuldades para coexistir nesse mercado, principalmente quando as opções mais simples e com mais “cara” de relógio começarem a chegar. Apesar de fazer previsões desse tipo, entretanto, a própria empresa acredita estar falando de um mercado muito incipiente, o que dificulta falar de forma mais direta e clara sobre o tema.

Fonte: IDC