Smartwatches fazem Universidade de Kyoto proibir o uso de relógios em provas

Por Redação | 14.12.2015 às 19:11
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Os relógios convencionais já se tornaram vítimas dos smartwatches, ao menos dentro da Universidade de Kyoto, no Japão. A instituição de ensino emitiu um comunicado na última semana alertando seus alunos de que não será possível realizar provas portando relógios de pulso, sejam eles inteligentes ou não.

Os motivos para a proibição são óbvios. Afinal, um smartwatch pode oferece uma vantagem indevida a seus usuários durante a realização de um exame. E como nem sempre é fácil distinguir um relógio com um de dispositivo que faz muito mais do que apenas medir o tempo, a universidade resolveu proibir tudo. Assim, a instituição declara que o banimento “é necessário para garantir provas justas.”

Primeira universidade pública japonesa a adotar tal medida, a Universidade de Kyoto segue uma tendência já aplicada em outras do gênero, como a Universidade de New South Wales, da Austrália. Além disso, os problemas com colas durante a realização de provas na universidade japonesa já causou um grande prejuízo à sua imagem em 2011, quando um escândalo de trapaça em provas acarretou na prisão de um jovem estudante de 19 anos.

Os smartwatches já não são mais novidade no Brasil, mas ainda estão longe de serem tão populares quanto os tablets ou smartphones. Mas é só questão de tempo para que proibições do gênero cheguem por aqui também, afinal em muitas provas de concurso público e exames para vestibulares já é proibido o uso de relógios convencionais.

Fonte: Wall Street Journal, Universidade de Kyoto