Intel cancela venda de smartwatches por problema de superaquecimento

Por Redação | 04.08.2016 às 11:12

A Intel solicitou nesta quarta-feira (3) a retirada de seu smartwatch Basis Peak do mercado devido ao risco de causar queimaduras nos usuários. A empresa não conseguiu resolver o problema de segurança do dispositivo, forçando o recolhimento do aparelho das lojas e a desistência de vendê-lo no mercado. Para os usuários que já adquiriram o relógio inteligente, a Intel pediu para que deixem de utilizá-lo imediatamente e façam a devolução.

Josh Walden, vice-presidente da companhia, confirmou que a decisão foi tomada depois que seus engenheiros descobriram que o Basis Peak sofre com um risco de superaquecimento que pode ser perigoso aos usuários. Conforme explicado, a medida de suspensão das vendas e de devolução dos smartwatches afeta todas as unidades distribuídas em todo o mundo, sem nenhuma exceção, ainda que somente 0,2% dos usuários tenham reportado problemas com queimaduras na pele.

Ciente do problema, em junho, a companhia norte-americana pediu para que os consumidores não comprassem mais o dispositivo, oferecendo o reembolso integral para aqueles que já haviam adquirido o aparelho. Neste período, a fabricante buscava uma solução para reverter as causas de superaquecimento dos componentes do relógio inteligente, mas sem sucesso. Além disso, a Intel também se ofereceu a reembolsar todos os usuários que desejarem devolver o dispositivo, seja por estarem enfrentando algum problema ou não.

O superaquecimento do Basis Peak estava relacionado com o LED do monitor de batimentos cardíacos e necessitava de uma atualização de firmware para corrigir a situação. Diferentemente de outros smartwatches que analisam a frequência cardíaca ocasionalmente, o dispositivo da Intel realizava o processo constantemente utilizando o LED ativo na parte posterior do aparelho.

A Intel ainda informou que, para assegurar que nenhum usuário faça uso do Basis Peak, os serviços relacionados ao relógio serão descontinuados até 31 de dezembro de 2016, tornando os aparelhos inúteis.

Fonte: Telegraph