Apple Watch ajuda a encontrar suspeita de assassinato na Austrália

Por Felipe Demartini | 30 de Março de 2018 às 12h43
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Apple Watch Series 1 Sport 42mm

Os dados de frequência cardíaca registrados por um Apple Watch foram usados pela política da cidade de Adelaide, na Austrália, em uma investigação de assassinato. A vítima foi Myrna Nilsson, de 57 anos, morta violentamente pela própria nora, Caroline, de 26 anos de idade. As informações presentes no relógio inteligente levaram as autoridades a encontrarem brechas no depoimento da jovem que, unidas a outros indícios, levaram à acusação.

O caso aconteceu em 2016, quando a polícia encontrou o corpo sem vida de Nilsson na lavanderia de sua própria casa, espancada e presa com fita adesiva a uma cadeira. As autoridades foram contatadas depois de Caroline, também amarrada e amordaçada, pediu ajuda a um vizinho.

De acordo com o depoimento da nora, a mulher teria sido atacada por um grupo de homens após uma discussão de trânsito. Eles teriam invadido a casa da família, roubado itens e a espancado ao perceberem que ela tentou enviar mensagens de texto para o celular do filho, que estava no trabalho. Ela pedia ajuda e afirmava que sua casa havia sido roubada por estranhos.

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Continuando a investigação, entretanto, especialistas forenses da cidade analisaram os dados disponíveis no Apple Watch da vítima e encontraram inconsistências em relação ao depoimento original. Caroline afirmava que a sogra teria discutido por cerca de 20 minutos com os agressores antes de ser espancada. Seu relógio, porém, indicava um aumento na frequência cardíaca, seguido de um período de menor atividade e, então, o fim dos batimentos, etapas que se desenrolaram ao longo de cerca de sete minutos.

Para os investigadores, se trata de um padrão típico de uma emboscada, quando a vítima não estava esperando o ataque. O aumento nos batimentos indica o momento em que os golpes começaram, enquanto a diminuição na frequência é consistente com a perda de consistência e, finalmente, a morte. Além disso, tudo se desenrolou entre às 18h38 e 18h45, com Myrna já dada como morta no momento em que as mensagens de texto recebidas pelo filho foram enviadas, às 19h13.

Unindo tais informações a outras inconsistências no relato de Caroline, colhidas em diferentes etapas do processo, a justiça australiana decretou a prisão da jovem e a indiciou pelo assassinato da sogra. A conclusão da polícia é que a história contada pela criminosa é falsa e que ela teria amarrado e amordaçado a si mesma em uma tentativa de comprovar a própria inocência.

A jovem está presa e foi acusada formalmente do crime, que teria sido causado por desavenças e discussões constantes. Agora, ela aguarda o julgamento, marcado para junho, e teve seu pedido de liberdade mediante fiança negado, justamente, por conta da tentativa de acobertar um ato tão violento.

Fonte: ABC

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