Alemanha proíbe venda de smartwatches destinados a crianças

Por Redação | 17 de Novembro de 2017 às 15h11

A Alemanha acaba de proibir a venda de smartwatches voltados para crianças. O motivo seria que o órgão que regula esse tipo de dispositivo no país entendeu que os relógios inteligentes podem ser usados como aparelhos de espionagem não autorizados.

Anteriormente, o país já havia banido a comercialização de uma boneca chamada My Friend Cayla, porque ela, ao se conectar à internet, poderia fornecer dados sobre a localização da criança. Agora, especialistas temem que essas decisões ameacem o avanço da Internet das Coisas no país, mas outros acreditam que a decisão seja algo positivo.

"Os dispositivos inteligentes mal protegidos geralmente permitem a invasão de privacidade, e isso é realmente preocupante quando se trata de relógios com rastreamento GPS para crianças – pois os próprios relógios deveriam ajudar a mantê-las seguras", opinou Ken Munro, especialista em segurança da Pen Test Partners.

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Tudo isso porque, como sendo este um mercado relativamente novo, ainda há uma ausência de regulamentações que garantam, efetivamente, a privacidade do usuário. E, quando se trata de crianças, a coisa fica ainda mais delicada.

A agência alemã que determinou a proibição da venda de smartwatches para menores de idade no país declarou que "através de um aplicativo, os pais podem usar os relógios de seus filhos para monitorar o ambiente da criança" e, portanto, os smartwatches "devem ser considerados como um sistema de transmissão não autorizado". Ainda segundo o órgão, "de acordo com uma pesquisa, os relógios também são usados para ouvir professores na sala de aula".

Para garantir que esses gadgets não sejam usados mais no ambiente escolar, a agência pediu que as escolas prestem mais atenção para o uso dos relógios inteligentes entre os estudantes. Muitos desses dispositivos são destinados a crianças entre 5 e 12 anos na Alemanha, e a maioria deles conta com um cartão SIM e uma função de telefonia que, ainda que limitada, pode ser controlada por meio de apps a distância.

Agora, organizações como a NCC estão pressionando fabricantes de smartwatches para garantir que os aparelhos fiquem realmente seguros no que diz respeito a possibilidades de invasões, e também à coleta de dados, que pode impactar na privacidade do usuário.

Fonte: BBC

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