Xiaomi apresenta crescimento pífio (e muitos motivos para se preocupar)

Por Redação | 23.05.2016 às 19:10
photo_camera Reprodução/Bloomberg

A fabricante de celulares Xiaomi atravessa um momento turbulento. Apesar de ser a segunda startup de maior valor, com US$ 45 bilhões, ela mal viu suas vendas crescerem no ano passado e agora amarga um crescimento muito aquém de suas expectativas.

A receita de 2015 da empresa alcançou o valor de US$ 12,5 bilhões, um aumento de 5% da quantia de 2014. A informação foi divulgada pela primeira vez no final de semana passado, por um funcionário da empresa. Levando em consideração a queda da valorização da moeda chinesa, as vendas subiram apenas 3% se considerarmos a moeda americana.

A Xiaomi se manteve quieta sobre as vendas de 2015 desde que o fundador da empresa, Lei Jun, disse que a meta fiscal era de US$ 16 bilhões em uma reunião de governo em março do ano passado. A informação de que as vendas da Xiaomi tiveram pouco crescimento foi destaque em vários sites chineses. Tanta resposta fez a empresa se pronunciar dizendo que não havia divulgado a receita e que a única informação repassada à imprensa foi de que a companhia vendeu 70 milhões de smartphones em 2015.

Esse pouco crescimento vem como um balde de água fria para a empresa. Em 2014, a taxa de crescimento da Xiaomi era de 135% ao ano, com as melhores perspectivas para a empresa. Em 2015, o fundador da Xiaomi disse em conferência que o celular mais novo da empresa era melhor do que o iPhone. O problema é que o Mi Note recebeu várias queixas de alta temperatura e não se tornou a sensação que a empresa esperava que fosse.

Com o desaquecimento do mercado de smartphones na China, a Xiaomi diminuiu suas perspectivas de vendas de 100 milhões de unidades para 80 milhões. No fim das contas, a IDC estima que a empresa foi capaz de vender apenas 71 milhões de celulares. No primeiro trimestre fiscal, o crescimento de apenas 5% tirou a Xiaomi do Top 5 empresas com maior fatia de mercado de smartphones.

Fonte: Fortune