WSJ: Não espere grandes mudanças no iPhone 7 em 2016

Por Redação | 21 de Junho de 2016 às 16h10

Os rumores mais recentes sobre a próxima geração de smartphones da Apple já sinalizam que os consumidores não devem esperar por uma revolução nos aparelhos. Agora, o Wall Street Journal chega para reforçar essa afirmação.

De acordo com o jornal, o iPhone 7 será praticamente idêntico aos iPhones 6 e 6S, apenas com "mudanças sutis" em relação a estes dispositivos. Especula-se que o gadget permanecerá com telas de 4,7 e 5,5 polegadas, respectivamente o modelo menor e o modelo maior. A principal atualização no celular seria a remoção da entrada para fones de ouvido, e pelo seguinte motivo: melhorias na capacidade de resistência à água do telefone. No mais, o aparelho será ligeiramente mais fino que os iPhones atuais e deve ainda contar com uma câmera mais potente.

O WSJ também alega que as maiores mudanças no iPhone só vão acontecer no ano que vem. As previsões indicam que o smartphone pode ter um display OLED levemente curvado e que cubra toda a parte frontal do celular. Ao "engolir" o botão Home, a tela já teria embutido o leitor de impressões digitais Touch ID, que hoje é incorporado no Home.

Inclusive, essa seria a ideia do chefe de design da Apple, Jony Ive que, segundo o jornal, estaria "há vários anos" tentando que o iPhone pareça "um único pedaço de vidro". O The Verge destaca que 2017 marca o aniversário de 10 anos do iPhone, desde que a primeira versão foi apresentada por Steve Jobs, em 2007. Logo, faria todo o sentido a companhia apresentar algo revolucionário para comemorar a data.

O fato de a Maçã optar por não trazer muitas mudanças significativas no iPhone deste ano também é um indicativo de que a empresa deve mesmo aumentar o ciclo de atualização do aparelho: passando dos atuais dois anos para até três anos. Hoje, cada geração do iPhone dura 24 meses. Por exemplo, primeiro foi anunciado o iPhone 6, e no ano seguinte o iPhone 6s, um dispositivo da mesma categoria, mas com melhorias de hardware e software. Só então é quem uma nova versão — no caso a 7 — é lançada.

Conforme reportou o jornal Nikkei no final de maio, a Apple estenderia esse período para até 36 meses. Segundo a publicação, a gigante de Cupertino reconhece que o mercado de smartphones enfrenta uma fase de desaceleração e que falta desenvolver novos recursos que justifiquem a criação de um aparelho completamente novo em relação à geração anterior.

Vale lembrar que as vendas de iPhone tiveram uma queda de 16% entre janeiro e março deste ano — foi a primeira vez que a empresa enfrentou um período de estagnação nas vendas do aparelho. Além disso, um estudo recente da Consumer Intelligence Research Partner (CIRP) revelou que os usuários de iPhone estão levando meses a mais para trocar seus dispositivos, o que justificaria a estratégia da Apple em demorar mais tempo para promover grandes mudanças em seu smarpthone.

Fontes: The Wall Street Journal, The Verge

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