Usar celular nos postos de combustível pode fazer um carro explodir?

Por Redação | 31 de Outubro de 2017 às 08h03
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Circula pela web um vídeo alegando que faíscas produzidas por um smatphone utilizado dentro de um carro sendo abastecido foi o suficiente para causar a explosão do automóvel e levar à morte uma mulher e deixar três feridos. O acidente teria acontecido no dia 08 de abril de 2017, num posto de gasolina em São Gonçalo, às margens da rodovia RJ-104 no estado do Rio de Janeiro, enquanto o veículo era abastecido com gás natural veicular.

Desde então, tem-se questionado amplamente a capacidade de smartphones causarem acidentes desse tipo. Especialistas, entretanto, afirmam que o alarme geral se baseia mais no que vemos em filmes de ação do que naquilo que de fato acontece na realidade. O físico Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, afirma que, para que ocorra o início de uma explosão nesse contexto, o ar precisa estar extremamente seco e quente para facilitar a dispersão de GNV, gasolina ou álcool na atmosfera, mas que, para que o fogo surja, faíscas devem ser produzidas. Entretanto, o físico também alerta que a faísca necessária para catalisar uma reação de explosão dificilmente poderia partir de um smartphone em situações normais, pois a tensão que o dispositivo opera é muito baixa, na ordem dos 5 Volts.

Em São Paulo, o prefeito João Dória decretou e promulgou a Lei 16.644 de 09/05/2017, que veta o uso de aparelhos celulares nas imediações de postos de combustíveis, mas a lei nada informa sobre outros dispositivos eletrônicos, como os tablets.

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Quanto ao caso do Volkswagen Fox que explodiu no Rio de Janeiro em abril retratado no vídeo, a equipe policial responsável pelo caso não deu à mídia mais detalhes sobre o que poderia ter ocasionado a faísca provocadora da reação. O vídeo em questão pode ser assistido abaixo: 

Fonte: UOL

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