Testamos o ASUS Live, um dos primeiros smartphones da marca com chip MediaTek

Por Pedro Cipoli
photo_camera Pedro Cipoli/Canaltech

Tivemos a oportunidade de brincar com o ASUS Live durante o seu lançamento oficial no Brasil e ver do que ele é capaz. O aparelho é um dos primeiros modelos da ASUS equipado com chip MediaTek, o MT6580, que conta com quatro núcleos Cortex-A7 rodando a 1,3 GHz e é extremamente parecido com o Snapdragon 400 em relação ao desempenho e substitui o Atom Z2520 do Zenfone 5 com um nível similar de performance.

Por trazer 2 GB de memória RAM, o mínimo que a ASUS trabalha no Brasil (somente o Zenfone 4 trazia 1 GB de memória RAM, mas ele não veio para cá), não sentimos problemas ou travamentos no multitarefa, sendo, por experiência, a quantidade mínima ideal para rodar o Android 5.1 Lollipop do Live. Os núcleos Cortex-A7, porém, não trazem suporte para instruções de 64 bits, o que não chega a ser um problema por se tratar de um modelo básico.

ASUS Live

A mudança na nomenclatura é um ponto interessante. A ASUS optou por não usar "Zenfone" por acreditar que o Live tem um design suficientemente diferente para ser diferente. Na prática, basta olhar para ele para ver que se trata de um modelo da ASUS, em especial pela ZenUI, que é a mesma dos demais aparelhos da empresa. Aliás, o Live é o primeiro aparelho que tivemos a oportunidade de mexer que traz os botões de controle na própria tela e não separados como nos Zenfones.

ASUS Live

Os botões físicos foram invertidos na borda direita, com os controles de volume acima do Power, uma mudança que faz sentido, já que o Power fica mais próximo do polegar, facilitando o manuseio para quem usa o smartphone com somente uma das mãos. O Live também é mais fino, com menos de 1 cm de espessura, além de ter um aproveitamento maior de tela, um esforço da ASUS para polir e ajustar o visual de seus aparelhos - algo bem bacana para uma empresa que tem pouco tempo de mercado.

ASUS Live

O ponto de destaque do Live é obviamente o suporte a televisão digital, provavelmente uma resposta da ASUS para a versão HDTV do Moto G 2015, já que usa o padrão FullSeg de alta definição, ideal para a tela 720p do aparelho. Conseguimos captar sinal no próprio evento sem grandes problemas, mesmo estando no interior do 22º andar de um prédio. Assim como o Moto E, o Live usa uma antena no conector P3 para captar sinal, não sendo uma antena interna como acontece com o Galaxy Win 2 Duos da Samsung.

ASUS Live

As câmeras do Live trazem não somente as mesmas especificações do Zenfone 5, mas parecem usar exatamente os mesmos sensores dele, resultando em fotos bem parecidas. É mais do que o suficiente para tirar fotos com boa qualidade, já que a traseira de 8 megapixels e tecnologia PixelMaster se saiu bem em testes rápidos em um local com pouquíssima iluminação ambiente, contando com um fortíssimo pós-processamento para realçar os detalhes.

ASUS Live

A bateria de 2.070 mAh é removível, uma das principais críticas do Zenfone 5, e a ASUS promete até 2 vezes mais autonomia contando com a economia de energia do chip MediaTek em relação ao Atom. É difícil ver se isso é verdade ou não em um hands-on, já que testes de bateria exigem vários dias para ser possível tirar qualquer conclusão. Porém, qualquer autonomia extra sempre é bem-vinda, um dos principais pontos negativos do Zenfone 5 e que realmente esperamos uma melhora.

ASUS Live

Por R$ 849, o ASUS Live chega como uma das opções mais acessíveis para quem busca um modelo com suporte a televisão FullSeg sem deixar de lado especificações bastante equilibradas, ainda que a falta do 4G possa desencorajar alguns. E você, o que achou dele? Acha que ele fará sucesso por aqui? Conte para nós nos comentários!