Smartphones Apple e Samsung não emitem radiação além do permitido, diz FCC

Por Felipe Ribeiro | 20 de Dezembro de 2019 às 22h00

A FCC (Federal Communications Comission, ou Comissão Federal de Comunicações, na tradução livre) concluiu sua investigação acerca dos níveis de radiação emitidos por aparelhos celulares da Apple e da Samsung. Essa averiguação foi motivada devido a uma matéria do Chicago Tribune, que dizia que os iPhone 7 e Galaxy S8 emitiam radiação de radiofrequência (RF) acima do normal. Segundo o órgão governamental americano, a conclusão é de que ambos smartphones estão dentro das regras.

De acordo com o levantamento do Chicago Tribune, os aparelhos Apple iPhone 7 e Samsung Galaxy S8 liberavam radiação de RF acima do limite legal, conforme prescrito pela FCC. O Tribune escreveu que a radiação de RF que vazava do iPhone 7 era o dobro da que a Apple havia indicado e que o Galaxy S8, a uma distância de 2 mm, liberou impressionantes 8,22 watts por quilograma (W/kg). Isso significa que o telefone estava vazando mais de cinco vezes a quantidade de radiação de RF permitida pelo governo (1,6 W/kg). A FCC, por sua vez, contestou o resultado e afirmou que conduziria sua própria investigação.

Dependendo do telefone sendo testado, as distâncias usadas pela FCC para testar a radiação de RF variavam de 5 a 15 mm. E a FCC descobriu que todos os telefones que possuía produziam radiação de RF a menos de 1,6 W / kg.

iPhone 7 está no centro de polêmica sobre emissão de radiação (Imagem: PhoneArena)

Veja o que diz a conclusão da FCC:

"Todos os telefones celulares testados pelo Laboratório da FCC, tanto com aparelhos fornecidos pelo beneficiário quanto com adquiridos pela Comissão, produziram valores médios máximos de SAR de 1g abaixo do limite de 1,6 W/kg especificado. Portanto, todos os dispositivos de amostra testados cumprem a regra geral de exposição à radiação de RF da FCC, que é justamente de 1,6 W/kg, com média de 1 grama de tecido. Conforme especificado no artigo 47 CFR § 2.1093 (d) (2), esses testes não produziram evidências de violações de nenhuma regra da FCC em relação aos níveis máximos de exposição à RF ".

De acordo com os novos testes, a FCC por meio de avaliações baseadas na Taxa de Absorção Específica (SAR), que mede a taxa em que a energia é absorvida no corpo humano exposto a um campo eletromagnético de radiofrequência (RF). Para este teste, a FCC disse que usava modelos padronizados da cabeça e do corpo humano que são preenchidos com líquido de simulação de tecidos (TSL).

Ainda não há uma conclusão sobre como o Chicago Tribune teve resultados tão diferentes. E, embora os testes da FCC sejam seguros e conclusivos, ainda há alguns desdobramentos por causa dessa matéria. O escritório de advocacia FeganScott reúne alguns processos contra a Apple e a Samsung, com ações judiciais movidas no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito do Norte da Califórnia, na Divisão de São Francisco. O processo pediu que os fabricantes pagassem pelo monitoramento médico dos membros da ação coletiva e buscou um prêmio por danos não revelados.

"Os resultados independentes confirmam que os níveis de radiação de RF estão bem acima do limite de exposição federal, às vezes excedendo-o em 500% quando os telefones são usados ​​da maneira que a Apple e a Samsung nos incentivam. Os consumidores merecem saber a verdade", disse o escritório, em nota à imprensa.

O FeganScott contratou um laboratório credenciado pela FCC que afirma ter realizado testes que confirmaram que os aparelhos Apple e Samsung excedem o limite legal de radiação de RF quando os dispositivos são usados ​​da maneira recomendada pelos fabricantes. Alguns dos telefones mencionados não foram testados pela FCC, incluindo o Apple iPhone 8. O FeganScott diz que este último liberou cinco vezes a quantidade legal de radiação de RF quando era 0 mm ou diretamente na pele.

Tanto a Apple quanto a Samsung ainda não se manifestaram sobre estes testes.

Fonte: Phone Arena

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