Smartphone vai usar tecnologia de blockchain para garantir comunicação segura

Por Redação | 04 de Dezembro de 2017 às 10h31

Aproveitar a mesma arquitetura que garante a segurança das moedas virtuais também no mundo mobile é a proposta da Sirin Labs, que, com o Finney, promete lançar o aparelho mais seguro do mundo. O modelo, que tem lançamento marcado para o primeiro trimestre de 2018, já havia sido revelado há alguns meses, mas agora ganhou mais detalhes e explicações sobre porque, garante a fabricante, será o equipamento mais protegido para a realização de transações e troca de mensagens.

Com um sistema operacional próprio, o aparelho emprestará a arquitetura da moeda virtual Ethereum para funcionar. Com isso, usará o sistema em que blocos de informações são armazenados em diferentes máquinas e constantemente comparados a cada alteração, em busca de validação, para garantir a autenticidade das ações realizadas entre os usuários.

Com isso, afirma a Sirin Labs, a ideia é facilitar o uso de moedas virtuais entre plataformas, algo que ainda é bastante complexo e, acima de tudo, vem impedindo o avanço dessa categoria financeira. Para isso, o Finney usará o Status, cliente mobile para o criptodinheiro Ethereum e considerada uma das soluções mais integradas e convergentes entre todas as opções disponíveis no mercado.

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A aplicação será usada não apenas para a realização de pagamentos, transferências, compra e venda de moedas ou firmação de contratos, mas também para outros recursos. É o caso, por exemplo, de um sistema de mensagens de código aberto, que, associado a um browser, promete navegação e comunicação criptografada, sem rastros e totalmente segura, mesmo que os usuários estejam usando, cada um, um dispositivo diferente.

A ideia é fruto de um investimento de mais de US$ 100 milhões, feito por entusiastas, em meados do segundo semestre deste ano. Por meio de uma venda inicial de moedas, a Status obteve o financiamento necessário para desenvolver suas soluções de código aberto, com, agora, o Finney sendo o primeiro grande vetor da chegada dessas plataformas ao mercado.

A ambição é grande, afinal de contas a Sirin Labs fala em levar todo o mercado para a frente. Como dito, a ideia não é apenas garantir a segurança de uma solução mobile, mas também tornar o blockchain um dos padrões para isso no segmento, provando que a utilização de criptomoedas e também de sua tecnologia para outros fins pode ser simples com o uso de uma interface bem-criada.

Com configurações robustas e design arrojado, Finney promete fomentar a popularização das moedas virtuais

O Finney deve chegar ao mercado no primeiro trimestre do ano que vem com o preço inicial de US$ 999 (cerca de R$ 3.200, em conversão direta). O dispositivo é caro, mas traz configurações robustas, como tela de 5,2 polegadas que toma conta de toda a frente do aparelho, e uma dupla de câmeras traseiras com 16 MP e 12 MP. 8 GB de memória RAM acompanham um processador topo de linha cujas especificações não foram divulgadas. O armazenamento interno é de 256 GB, com um botão físico que trava o dispositivo e o libera somente com senha, para casos de roubo ou perigo.

A meta final, claro, é a adoção em massa da tecnologia, um sonho dos entusiastas de qualquer moeda virtual. Se der certo, os apoiadores da Ethereum, que tem seu nome, mas não é das opções mais valiosas entre os criptodinheiros, têm muito a ganhar. É claro, ela também funcionará com outras modalidades, incluindo a tão comentada Bitcoin.

Um dos recursos exclusivos, voltados justamente para a disseminação da tecnologia e dessa categoria financeira, é a possibilidade de realizar compra, venda e transações com apenas alguns toques. O Finney, por exemplo, substitui os tradicionais widgets de previsão do tempo ou notificação de apps com cotações em tempo real das moedas possuídas pelo usuário, que pode ser avisado em caso de alta flutuação, com sugestões do que fazer diante de cada cenário. Uma boa ajuda, acredita a fabricante, para quem está começando ou deseja ficar de olho no que acontece no mercado.

Além do smartphone, a Sirin Labs também está desenvolvendo um computador voltado para mineração e transações com moedas digitais, garantindo a mesma segurança e integração, além das facilidades de negociação e operações.

Fonte: VentureBeat

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