Review Samsung Galaxy S20 FE | É uma boa opção sete meses depois?

Por Jucyber | 13 de Maio de 2021 às 09h00
Ivo/Canaltech

O Samsung Galaxy S20 FE chegou como uma resposta da empresa às solicitações dos compradores e fãs da marca, que queriam ter acesso a um celular com melhorias no desempenho em relação ao antecessor, mas com um preço mais “amigável”.

Esta versão disponibilizada pela gigante sul-coreana tem o propósito semelhante ao da linha “Lite”, que é trazer recursos herdados do “irmão maior”, mas sem deixar de lado a proposta de ser um melhor custo-benefício.

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Mas, será que a Samsung conseguiu fazer o Galaxy S20 FE realmente agradar aos fãs? O smartphone ainda vale a pena sete meses depois, mesmo com a chegada da versão com Snapdragon 865 ao Brasil e rumores de um sucessor? Confira na nossa análise!

Prós

  • Tela de 120 Hz
  • Proteção IP68
  • Gravação em 4K a 60 fps com a câmera frontal
  • Melhorias na temperatura após atualizações
  • Bom sistema de som estéreo

Contras

  • Traseira em plástico
  • Módulo da câmera traseira mais alto do que o adequado
  • Gaveta de chips híbrida
  • Bug na visualização de mídias

Design e Construção

À primeira vista, pegar o S20 FE é equivalente a ter um Galaxy Note 20 em mãos. Isto se deve ao fato da fabricante ter usado o phablet como base para desenvolver o visual do topo de linha acessível de 2020.

O corpo dele é mais pesado do que o S20 e S20 Plus, e ele também é mais grosso que ambos, e isso é justificado pelo fato da bateria ter um tamanho maior em capacidade, exigindo mais espaço interno, onde ela se encaixa sem que isso afete outras partes da construção.

Algo controverso ao fato dele ser desenvolvido para os fãs da Samsung está relacionado com a traseira em plástico, levando a caracterização como premium a ser algo ilusório, já que o material é mais popular em modelos vendidos por um preço bem mais baixo e pertencem à categoria de intermediários.

Este plástico fosco até ajuda na questão de não marcar tanto as digitais, mas pode ser um problema para usuários com mãos mais finas, pois deixa o celular extremamente escorregadio, algo muito comum de se ver, também, em dispositivos que possuem alumínio na construção.

Além disso, o módulo de câmeras na parte de trás possui uma "lombada" um pouco preocupante em certas superfícies, pois o deixa desequilibrado e isso pode ser incômodo para quem já está acostumado com equipamentos mais estáveis.

Sem contar que esta estrutura excessiva também pode causar arranhões nas lentes, fazendo com que as fotos fiquem com um resultado aquém e a troca desse vidro que cobre os sensores seja algo necessário. Então, o ideal é que ele seja utilizado com uma capinha para evitar que acidentes aconteçam.

Na lateral, existem três botões à direita, dois que são responsáveis pelo controle de volume, e um que pode ser utilizado para acionar a assistente virtual Bixby, ativar a câmera ou desligar o aparelho, opções estas que podem ser configuradas diretamente na interface.

Para quem é fã de ter uma gaveta de chips versátil, onde três entradas permitem o uso de dois cartões SIM e um microSD, o S20 FE pode não ser uma boa opção. O celular faz uso do formato híbrido, que está localizado no topo dele, e é preciso escolher entre ter acesso duplo para realizar ligações ou usar um dos slots para o armazenamento complementar.

O smartphone possui duas saídas de som, uma na parte de baixo e outra embutida estrategicamente em um espaço entre o topo do display e o contorno, deixando-a bem disfarçada, principalmente por não ter aquela proteção em tecido filtral aparente.

Mesmo com os downgrades no corpo, a Samsung manteve a proteção IP68, permitindo o uso na água doce. Esta certificação permite até o mergulhar a uma profundidade de 1,5 metros por até 30 minutos, sendo uma aplicação importante para quem curte tirar selfies até embaixo d’água ou mesmo para garantir que o aparelho sobreviva a acidentes do dia a dia.

Conexões

Na parte de baixo, está a única conexão física dele, que é a entrada USB-C, que pode ser usada para carregamento do modelo, bem como para ligar o os fones de ouvido AKG, que já estão inclusos na embalagem e com a ponta adaptada para esta porta, dispensando o uso de adaptadores adicionais.

O fato dele ter Bluetooth 5.0, mostra que a empresa decidiu manter os elementos diferenciados presentes no antecessor. E este tipo de conexão tem um uso muito válido para aqueles que estão sempre com acessórios da Samsung por perto e desejam uma interação mais rápida e amigável.

Conexão USB-C do Galaxy S20 FE (Imagem: Ivo/Canaltech)

Outro ponto positivo do aparelho é a presença da tecnologia Wi-Fi ax (Wifi 6), que deixa a rede sem fio muito melhor, suportando mais dispositivos fazendo uso da mesma fonte de sinal para transmissão constante de diferentes dados.

Além disso, para quem gosta de realizar pagamentos usando-o via aproximação, a opção de NFC se faz presente. Em conjunto com o Samsung Pay, que já possui suporte para diversos cartões de diferentes bandeiras, é uma boa opção para fazer uso em diferentes estabelecimentos comerciais no Brasil e no mundo.

Tela

A tela do Samsung Galaxy S20 FE é uma Super AMOLED de 6,5 polegadas, dando uma visibilidade mais ampla do que o S20 normal. Mesmo com esse upgrade em tamanho, o smartphone perde em qualidade do visor, que tem resolução Full HD+ de 2400 x 1080 pixels e proporção 20:9.

Visualmente, é notória a entrega cores incríveis e equilibradas, mostrando que a melhor opção que poderia ter sido escolhida pela marca foi feita ao manter esta tela para a nova versão do celular.

Dentro das configurações, é até possível realizar a modificação do modo de exibição das cores, podendo alternar entre modo vívido ou natural, além de permitir o ajuste no balanço de branco em cinco alternativas.

Para o meu gosto pessoal e campo de visão, o modo vívido com o balanço na opção central são ideais, fazendo a experiência de uso ser muito melhor do que se eu escolhesse manter de outra maneira.

Tela do Galaxy S20 FE (Imagem: Ivo/Canaltech)

No topo está o entalhe em formato Infinity-O, onde foi abrigada a câmera frontal. Sob o display está o leitor de digitais, dando mais uma camada de segurança adicional, por ser uma forma de biometria muito popular.

Porém, esta versão do modelo da linha S não conta com o leitor ultrassônico, que dá mais precisão no desbloqueio, mas sim o óptico, que também é utilizado nos intermediários da linha A.

Contudo, a Samsung manteve a taxa de atualização da tela de 120 Hz, dando fluidez na navegação, bem como melhorando a movimentação em games. Infelizmente essa opção não é adaptável, algo que ajudaria até na administração energética do aparelho, sendo necessário escolher entre deixar neste formato ou usar o padrão de 60 Hz.

Obviamente que essa configuração só faz diferença em momentos específicos, como em jogos, pois na navegação entre menus e até leitura de textos, a única alteração está na forma como essa visualização é feita, o que não acrescenta muito na experiência final.

Para melhor entendimento e identificação visual, a fluidez em 120 Hz é semelhante a visualização de vídeos a 120 fps, em que os movimentos ficam mais suaves e isso ajuda a prender a atenção em alguns casos, por este motivo que o recurso só é válido em momentos pontuais.

Então, se não estiver lendo textos que exigem mais atenção ou jogando algum battle royale, é recomendável deixar este diferencial desativado para evitar que a carga na bateria dele seja diluída em menos horas de uso.

Configuração e Desempenho

Desde 2019, a Samsung vem disponibilizando nos celulares da marca a interface One UI, que traz customizações para otimizar a experiência de uso, trabalhando em conjunto com o sistema operacional Android.

O S20 FE saiu de fábrica com a One UI 2.5, que já trazia diversas melhorias em relação ao software anterior. Porém, recentemente ele recebeu o update para a One UI 3.1, baseada no sistema operacional mais novo do Google que está em circulação, o Android 11.

Com isso, alguns aprimoramentos na usabilidade foram feitos e alterações na forma como alguns conteúdos eram apresentados. Fazendo um pequeno comparativo, é notório que a sul-coreana aplicou elementos que dão certa familiaridade com a MIUI 12, desenvolvida pela Xiaomi, e ajuda na alternância entre aparelhos das duas marcas.

Nesta interface, é possível encontrar opções que já possuem popularidade em outros dispositivos com Android, mas também alguns recursos que são exclusivos da Samsung, como o “Smart View”, que é focado em integrar todos os equipamentos da empresa em um único ecossistema.

Quando a Samsung lançou a linha S20, muitos usuários relataram que os celulares estavam com um desempenho diferente nas duas versões de chipset usados neles, que no caso eram o Snapdragon 865 nos Estados Unidos, e que somente agora está chegando ao Brasil, e o Exynos 990 para a distribuição global.

E esse mesmo chip desenvolvido pela empresa foi aplicado no S20 FE, onde os usuários podem ter acesso a algumas melhorias que foram feitas ao longo dos últimos meses para que os novos compradores não tenham o nível de insatisfação semelhante aos anteriores.

Um exemplo prático é a temperatura, em que houve redução muito comemorada em relação ao momento em que foi lançado. Anteriormente, em ações mais simples, como a navegação nas redes sociais e o download de atualizações, onde o ele alcançava uma média de 45°C.

Porém, após o pacote de atualização de segurança de março, essa constante sensação de superaquecimento melhorou muito, onde ações que exigem mais “poder de fogo” do processador não afetam tanto a temperatura, como em jogos e mensurações de benchmark, ele alcança uma temperatura máxima de 39°C.

E já que falamos de games, ao testar os títulos Asphalt 9, Call of Duty Mobile, Free Fire, PUBG, League of Legends: Wild Rift e Crash On The Run, foi possível perceber o motivo da recente popularização dos displays com 120 Hz, dando uma fluidez maior aos movimentos e fazendo a jogatina ficar mais dinâmica e divertida.

Para complementar essa parte de entretenimento, além da potência dele como um todo, a Samsung trouxe para o Brasil a versões com 6 ou 8 GB de memória RAM e 128 ou 256 GB de armazenamento interno, conseguindo ter um conforto para atividades multitarefa e um bom espaço para fotos e vídeos.

Segurança

A Samsung sempre traz diversas opções focadas na parte de segurança dos dispositivos, e no S20 FE procurou manter as formas de biometria que são mais usadas pelos usuários para debloqueio do aparelho.

O leitor de digitais é o meu favorito, por ser o que mais utilizo em todos os smartphones. Nesta versão, a marca manteve esta opção sob a tela, como descrito mais acima, dando uma alternativa rápida e eficaz, bastando poucos milissegundos para ter autorização e acessar o sistema.

Em alternativa, também existe o registro facial, mas para esse é preciso ter um pouco de atenção no processo, pois existem algumas opções que podem fazer com que toda essa parte de leitura do rosto seja modificada.

Dentro das configurações, é possível escolher entre registrar a face com ou sem óculos. Particularmente, eu uso o acessório, então escolhi a opção de desbloquear o celular com os meus óculos, para não ter que tirá-los o tempo todo.

Esse cadastro do rosto é feito em duas partes: na primeira, 70% do registro é realizado com o meu rosto incluindo o acessório, e depois é preciso retirá-lo para que o rastreio seja finalizado com sucesso, para que, caso um dia eu esteja sem os óculos, possa fazer o desbloqueio.


Entretanto, achei esse modo de registro facial um pouco mais cansativo do que o leitor de digitais, já que ele identifica o rosto, mas necessita que você destrave passando o dedo na tela, sendo um processo de duas etapas. Sem contar que ele falha em alguns momentos, então é preciso ter muito mais atenção na hora de usar.

Um grande problema!

Para quem acompanha notícias a respeito dele, não é novidade que existiram algumas dificuldades que afetaram a experiência de uso no início, mas foram corrigidos ao longo deste período.

Todavia, parece que a Samsung pode ter deixado passar desapercebido um grande problema na visualização de conteúdo no YouTube. Isso porque, assistir vídeos na resolução Full HD ou em qualidade maior, gera travamentos incoerentes com a velocidade de internet usada para ver o conteúdo.

E este bug é exclusivo do S20 FE, pois outros smartphones da Samsung, bem como de fabricantes paralelas, atualizados com a mesma versão do app, conseguem fazer a reprodução de maneira fluida, indicando uma falha que pode ser relacionada a algo no sistema.

Câmera

No Galaxy S20 FE há um conjunto triplo de câmeras na traseira, com configurações focadas em dar qualidade para as fotografias em diferentes formatos. Porém, para selfies, a empresa aplicou somente uma lente, mas que pode ser bem interessante para quem gosta de fotos neste formato com foco em redes sociais.

Câmeras traseiras do Galaxy S20 FE (Imagem: Ivo/Canaltech)

Câmera Principal

Para a câmera principal, a marca traz um sensor de 12 megapixels e abertura f/1.8, que tem amplitude interessante para as imagens, já que ela mesma entrega as fotos em modo wide, fazendo com que a perspectiva seja mais interessante, principalmente em locais abertos.

Em adição, os modos HDR e de Inteligência Artificial para identificação do objeto a ser fotografado, sejam pessoas, flores ou comida, faz o resultado ser bem adaptado, dando mais ênfase ao elemento central das imagens. É importante destacar que eles podem ser usados em conjunto ou separadamente.


Apesar de redundante, este sensor é muito sensível, conseguindo identificar rapidamente qualquer gesto, mesmo pequeno, que tenha sido realizado na hora de bater a foto, criando assim as fotos em movimento, que ficam registradas dessa maneira no rótulo dentro do app de galeria, gerando um preview de vídeo, mas podem ser vistas no formato JPEG quando exportadas.

De modo geral, é possível ter um resultado com boa nitidez nas fotos, até explorando a luz natural por diferentes ângulos, a variação pode dar uma estourada em alguns momentos, mas uma alteração de posicionamento vai ajudar a suavizar este resultado.

Câmera ultra-wide

Um ponto positivo do Samsung Galaxy S20 FE é, sem dúvidas, a câmera ultra-wide de 12 MP, onde a abertura de lente f/2.2 permite o uso para fotos que conseguem capturar uma área mais extensa, de 123°, entregando resultados bons e, em conjunto com isso, traz nitidez.

Particularmente, este é a minha favorita, pois é ideal para quem deseja fazer imagens de um grupo de amigos e não quer deixar ninguém de fora, e vale também para ambientes abertos, como parques e praças, onde grande parte da beleza desses locais pode ser explorada em um único clique.

Câmera Teleobjetiva

A terceira lente inserida no smartphone é a teleobjetiva, também chamada de telefoto, possui 8 MP e abertura f/2.0, tendo como propósito fazer capturas a longa distância do objeto e sem tanta perda de qualidade.

O zoom óptico aplicado é de 3x, conseguindo dar resultados interessantes em ambientes bem iluminados, mas isso já não pode ser visto com tanta eficácia ao fazer uso da lente à noite. Além do óptico, por software é possível fazer uso do zoom digital, que tem uma aproximação total de 30x.

Com o crescente esforço para entregar resultados com nitidez neste modo, a captura do elemento é feita e a identificação do que foi fotografado é até fácil, mas apresenta muito ruído e isso é extremamente incômodo.

Modo retrato

Com a popularização do modo retrato nos últimos anos, entregar o fundo desfocado com uma qualidade de recorte precisa se tornou a missão de muitas fabricantes, incluindo a Samsung.

No S20 FE, esse recurso funciona via software, mas se mostra bem mais eficaz do que o esperado, já que algumas vezes a marca prefere adicionar uma outra lente para dar a precisão esperada.

Obviamente que a Inteligência Artificial não acerta todas as vezes na primeira tentativa, mas consegue entregar ótimos resultados para as limitações esperadas, que passa por constantes ajustes, contornando bem cabelos, mesmo que às vezes não consiga identificar fio a fio e dedos, funcionando muito bem.

Modo Noturno

No modo noturno, a Samsung, felizmente, tem conseguido fazer o desempenho melhorar a cada geração e na prática tem feito com que as imagens sejam mais bonitas, “instagramáveis”.

Contudo, é importante ter atenção na hora de fazer fotos com esta alternativa, pois há a necessidade de ficar com as mãos paradas por alguns segundos para que a leitura dos elementos no cenário seja realizada e o resultado atenda às expectativas.

Câmera frontal

Para selfies, a Samsung inseriu um único sensor de 32 megapixels com abertura f/2.0, que assim como a principal na traseira, também faz fotos em modo grande-angular, dando uma visibilidade maior e fazendo com que as fotos sejam melhores, já que não fica tão cortada, e nem exige que se estenda muito o braço, no caso de selfies grupais.

De modo geral, apesar de toda essa resolução, considero o desempenho da câmera frontal OK. Ela consegue acertar bem em diferentes condições de luz, mas não entrega tanta nitidez quando se visualiza as fotos em um computador, por exemplo.

Para quem trabalha com redes sociais, produzindo fotos com foco em postar no feed, usar a câmera frontal vai exigir um pouco de paciência, pois ela não vai dar resultados tão bons aos criadores mais exigentes, mas isso pode não fazer tanta diferença para quem está visualizando as publicações.

Em fotos contraluz, ele não é a melhor opção, estourando bastante o fundo, até quando se tem a possibilidade de reduzir a quantidade de iluminação que entra no ajuste presente no próprio aplicativo da câmera.

Dentre os recursos adicionados na câmera frontal do aparelho, está o HDR, que deixa as imagens mais equilibradas, principalmente quando envolvem elementos de diversas cores.

Além disso, o modo retrato via software também entrega um bom contorno e consegue ter um recorte com qualidade semelhante à maneira como a funcionalidade é aplicada na câmera traseira.

Vídeo

Para vídeos, tanto a câmera principal quanto a frontal oferecem modo de filmagem em qualidade máxima de 4K a 30 fps ou 60 fps, sendo opções de configuração bem interessantes para diferentes tipos de gravação.

A estabilização de imagens funciona muito bem, inclusive quando se faz movimentos mais intensos e que poderiam afetar drasticamente, mostrando que a Samsung conseguiu evoluir positivamente neste quesito.

Um elemento que só é válido para a câmera traseira, mas é uma das principais ferramentas para quem produz vídeos com imagens mais profissionais é o modo pro, que voltou a ser disponibilizado na One UI 2.5 e entrega um diferencial a mais para o S20 FE.

Sistema de Som

O sistema de som do smartphone é muito bom, e o fato dele ter dois alto-falantes estéreo faz a experiência de uso seja bem atrativa e imersiva, merecendo bastante atenção por ambas terem a mesma potência sonora e ainda o acesso ao recurso Dolby Atmos para que performem com muito mais qualidade.

É importante destacar que uma das saídas está na parte de baixo e a outra quase oculta no topo do display, dando um envolvimento maior para as ondas sonoras e fazendo a altura geral do som ser maior.

Outro diferencial que merece destaque são os fones de ouvido AKG, que já estão inclusos na embalagem, e proporcionam uma alternativa a quem prefere deixar o ambiente ao redor mais silencioso, sem contar que é o ideal para identificação de sons em jogos.

Na interface, a Samsung segue disponibilizando diversas opções de ajustes via software para que o som seja adaptado ao gosto de cada tipo de usuário, podendo inserir tons mais graves, agudos, dar destaque maior aos médios, bem como selecionar opções já pré-definidas no app.

Bateria e Carregamento

Quem utilizar o S20 FE vai ver na prática que o ganho de bateria foi uma novidade bem-vinda, ao compará-lo com o Galaxy S20. Os 4.500 mAh conseguem dar autonomia típica de um topo de linha desta nova fase de aprimoramentos, garantindo longas horas de duração.

Em jogos, esse tempo sofreu uma brusca redução, onde o tempo de tela total cai para aproximadamente 5 horas, algo justificável pela taxa de atualização de 120 Hz em conjunto com todo desempenho necessário para rodar os games nas configurações gráficas aplicadas.

É óbvio que não se pode comparar com intermediários que possuem baterias robustas, mas o fato de ser desenvolvido para os fãs parece ter sido levado em conta para o desenvolvimento da administração energética do modelo.

A empresa manda na caixa um carregador com tecnologia fast charging de 15W, um downgrade em relação ao flagship, focando em fazer cortes no preço, e isso, infelizmente, influencia diretamente no tempo que celular demora para chegar na capacidade máxima de bateria.

Isso porque o período médio de recarga é de 1 hora 33 minutos, chegando em 50% nos primeiros 40 minutos, mas, se o carregador de 25W não precisasse ser comprado à parte, a otimização em minutos gastos seria muito maior.

O aparelho pode ser recarregado em período similar ao que leva na tomada, mas em uma dock wireless compatível com 15W. Outra tecnologia aplicada pela Samsung nele, é a que permite o carregamento de outros dispositivos via carga reversa, algo muito útil para quem possui relógios, fones TWS e diversos acessórios compatíveis com essa opção.

Testes práticos

Nesta parte de teste prático, busquei fazer uma estimativa de uso em tarefas específicas, bem como no uso de modo geral, como grande parte do público vai fazer.

Nas categorias de jogos e streamings, foram testados os mais populares, sendo gastos 20 minutos para cada game e 1 hora para visualização de vídeos.

Em ambas as situações, o brilho da tela foi ajustado para 50%, uma iluminação balanceada e de uso mais rotineiro da maioria. Então, com base nessas informações preliminares, foram recolhidos os dados abaixo.

Teste número 1 - Jogos

  • Asphalt 9: o consumo foi de 9% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 3 horas.
  • Call of Duty Mobile: o consumo foi de 8% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 4 horas.
  • Free Fire: o consumo foi de 8% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 4 horas.
  • PUBG: o consumo foi de 7% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 5 horas.
  • League of Legends: Wild Rift: o consumo foi de 6% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 5 horas.
  • Crash On The Run: o consumo foi de 7% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 4 horas.

Teste número 2 - Streamings de vídeo variados

  • Netflix: a reprodução de série gera o consumo de 9% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 10 horas.
  • Disney Plus: a reprodução de série gera o consumo de 11% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 9 horas.
  • Amazon Prime Video: a reprodução de série gera o consumo de 10% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 10 horas.
  • YouTube: a reprodução de série gera o consumo de 12% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 8 horas.

Teste número 3 – Navegação geral

Ao usar o celular no formato padrão, navegando entre apps de rede social na conexão WiFi e jogando um pouco, o resultado prático foram registradas 7 horas e 44 minutos em tempo de tela ligada, mostrando que o uso pode ser feito por um longo período do dia sem recarga.

Concorrentes Diretos

Levando em conta os smartphones que foram lançados no ano passado, o Galaxy S20 FE tem como competidor direto o novo iPhone SE pelo fato de ambos terem chegado com a proposta de entregarem uma boa performance por um preço “menos caro”.

Mas, analisado pontos de diferenciais entre os dois, o modelo da Apple se destaca por ter uma construção mais sólida e premium do que o dispositivo da Samsung, que tem a traseira toda em plástico, representando uma regressão em um caminho muito positivo que a marca vinha fazendo nas gerações anteriores.

Mesmo com esse grande ponto negativo, existe um ganho pelo fato de reaproveitar boas opções de configurações da linha S20 normal, como qualidade da tela, desempenho, a parte fotográfica e bateria mais robusta.

Sendo assim, ao compará-lo com o iPhone SE 2020, são notórios os ganhos que o usuário pode ter se escolher ter um aparelho com o sistema operacional Android por um preço que está se tornando cada vez mais acessível.


Ficha técnica

  • Tela: 6,5 polegadas OLED, resolução Full HD+, taxa de atualização de 120 Hz;
  • Chipset: Samsung Exynos 990 ou Qualcomm Snapdragon 865;
  • Memória RAM: 6 ou 8 GB LPDDR5;
  • Armazenamento interno: 128 ou 256 GB;
  • Câmera traseira: 12 + 12 + 8 megapixels (principal, grande-angular, telefoto com zoom de 3x);
  • Câmera frontal: 32 megapixels;
  • Dimensões: 74,5 x 159,8 x 8,4 mm;
  • Peso: 190 g;
  • Bateria: 4.500 mAh, recarga com fio a 25 W (carregador na caixa de 15 W), recarga sem fio a 10 W, carregamento reverso;
  • Extras: resistência à água IP68;
  • Cores disponíveis: azul, branco, laranja, rosa, verde, vermelho;
  • Sistema operacional: Android 11 com personalização One UI 3.1.

Conclusão

Apesar de ter sido lançado com a promessa de entregar algo melhor para os fãs da Samsung, inicialmente o Galaxy S20 FE se mostrou mais um aparelho da linha S de 2020 a se preocupar.

Isso porque o principal problema, que era o chipset, foi mantido nesta nova versão, apresentando a mesma questão de temperatura e performance abaixo do chip concorrente desenvolvido pela Qualcomm, que era o esperado nesta alternativa feita para quem ama a Samsung, o que não aconteceu por insistência da marca em fazer o público se agradar com a linha Exynos.

Porém, os aprimoramentos que ele sofreu ao longo dos últimos meses, com diversas atualizações de firmware que foram liberadas, bem como a queda no preço que o deixa mais atrativo, pode ser uma alternativa interessante, embora tenha diversos pontos de atenção.

Mas, é importante destacar que essa recomendação só é válida enquanto não surge uma alternativa melhor do que ele nesta faixa de preço, mas isso pode demorar alguns meses para acontecer. Além disso, o fato de ser um topo de linha vai fazer dele uma alternativa a ser vista com bons olhos pela maioria.

O lado preocupante é que a Samsung demorou sete meses para fazer o celular realmente valer a compra, sendo prejudicial para marca e o modelo em si, já que inicialmente muitos compradores tiveram dores de cabeça variadas com os bugs encontrados no dispositivo.

Desta maneira, mesmo com a minha experiência de uso e justificativas, veja se a compra dele é válida para você ou não, pois opções melhores em custo-benefício já estão sendo comercializadas por aqui, como o Galaxy S20 FE com Snapdragon 865. Atualmente, o preço do S20 FE já está abaixo de R$ 2.200, podendo ser adquirido por valores menores em outras promoções.

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