Próximo iPhone poderá ter suporte dual SIM

Por Redação | 16.12.2016 às 16:35

Em mercado emergentes como Índia e China - o Brasil também - aparelhos com a opção dual-SIM são uma escolha comum e bem popular entre os consumidores. Entretanto, até hoje o iPhone sempre manteve espaço para apenas um chip. Segundo fontes, parece que a Apple pode mudar isso no futuro.

Fontes ligadas à Apple afirmam que a companhia está desenvolvendo uma versão do próximo iPhone que terá suporte a dois chips SIM, permitindo que usuários possam trocar entre diferentes linhas com o mesmo aparelho.

A Apple registrou junto ao Escritório de Propriedade Intelectual chinês uma tecnologia para suporte dual-SIM, que permitiria ao iPhone comportar dois números telefônicos. O papel foi enviado em março deste ano e publicado em setembro pelo órgão do governo chinês.

Para completar, a Apple registrou também nos Estados Unidos uma patente para a tecnologia dual SIM. Ambos os registros são assinados Li Su, engenheiro de software para celulares da Apple.

Segundo as fontes, esta pode ser uma estratégia da Apple para crescer em mercados como o indiano e chinês, onde muitos donos de smartphones possuem mais de um chip. Além disso, a empresa também mira usuários que usam o mesmo aparelho para separar linhas pessoais e do trabalho.

De acordo com analistas, criar uma versão com suporte ao dual SIM faz sentido em mercados populosos como o chinês - no qual teve uma queda de 30% em vendas durante 2016 - e indiano, mas em outros mercados nem tanto. Vale lembrar que em mercados como o norte-americano - onde tem a maior parte de suas vendas - o iPhone tem sua estratégia fortemente calcada em parcerias com operadoras, travando o celular para uma segunda linha.

Entretanto, a Apple está experimentando com outras tecnologias para seus aparelhos, como a embedded SIM (eSIM), que permite a instalação de diferentes SIM sem a necessidade de um chip físico, usando apenas uma reprogramação via software. O iPad Pro de 9.7 polegadas foi o primeiro aparelho da fabricante a suportar esta tecnologia.

Fonte: Forbes