Polícia recupera protótipo de smartphone da Sony avaliado em R$ 40 milhões

Por Redação | 30 de Julho de 2015 às 13h01

A Polícia Civil recuperou na última terça-feira (28), em Campinas (SP), o protótipo de um smartphone da Sony que custou R$ 40 milhões para ser desenvolvido. O aparelho havia sido furtado no dia 17 de julho dentro de uma empresa de certificação no distrito de Barão Geraldo, também em Campinas, e uma pessoa foi presa em flagrante por receptação qualificada.

De acordo com o delegado Luiz Antônio Correia da Silva, que investiga o caso, após a empresa de certificação fazer o boletim de ocorrência, os policiais descobriram nas redes sociais uma página de venda e troca de aparelhos anunciando o equipamento furtado. Foi quando as autoridades entraram em contato com o vendedor por uma página no Facebook e se passaram por compradores. Após marcar a retirada do dispositivo pessoalmente, a polícia prendeu o suspeito, um jovem de 27 anos.

Segundo o delegado, não havia câmeras de segurança no local onde o aparelho estava guardado, e o telefone não tinha rastreador, o que dificultou o trabalho dos investigadores. Além disso, Silva afirmou que a preocupação da Sony era porque o celular ainda é um protótipo, ou seja, passa por fase de testes e não está disponível no mercado. Em depoimento aos policiais, representantes da fabricante japonesa disseram que, quando o smartphone for colocado à venda, ele deve custar R$ 3 mil.

Sony protótipo

Aparelho furtado em Campinas (SP) e ainda não estava à venda (Foto: Reprodução/G1)

Silva disse ao G1 que a investigação agora segue para tentar descobrir quem furtou o equipamento da empresa. "Ainda não pegamos quem furtou, pegamos o receptador, que não é a mesma pessoa. O preso alegou que comprou de uma outra pessoa. Ele colocou à venda um produto que ele sabia que era furtado. Ele não tinha nota", explicou.

Em nota, a divisão mobile da Sony no Brasil informa que recentemente tomou conhecimento do ocorrido por meio da empresa de certificação e afirma que está acompanhando o caso.

Fonte: G1

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