Polícia prende quadrilha que roubou US$ 19 milhões em iPhones e produtos Apple

Por Felipe Demartini | 05 de Junho de 2019 às 13h14
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A polícia de Nova York prendeu seis pessoas acusadas de chefiarem uma quadrilha que roubou US$ 19 milhões em produtos da Apple, principalmente iPhones. O grupo agia em 34 estados dos Estados Unidos e usava identidades e cartões de crédito falsos para adquirir equipamentos usando planos de parcelamento, em um esquema de fraude que durou mais de sete anos.

O golpe funcionava de maneira simples, com um integrante do bando indo a uma loja da Apple e se identificando como um cliente, disposto a adquirir um celular utilizando planos ligados a operadoras de telefonia ou outros mecanismos que permitiam pagar o valor em parcelas. A primeira era dada em dinheiro, para garantir a execução do negócio, enquanto as outras seriam debitadas nos cartões fraudados, com a clonagem, muitas vezes, sendo descobertas pelos clientes nestes momentos, quando o aparelho, em si, já estava nas mãos dos criminosos.

Apesar de o golpe ser realizado ao redor dos Estados Unidos, a cidade de Nova York era o grande centro de revenda dos aparelhos. Foi justamente a quantidade de pacotes suspeitos enviados por um mesmo grupo para a cidade que chamou a atenção de uma empresa de frete, que notificou as autoridades. Na ocasião, a Apple também estava fazendo relatos semelhantes devido à grande quantidade de itens roubados ao longo dos anos, com a polícia entendendo que os dois relatos faziam parte de uma mesma operação.

Ainda, as autoridades contaram com o apoio de testemunhas, incluindo integrantes do próprio esquema. Um deles, chamado pela polícia apenas como CW-1, disse ter feito pelo menos 80 viagens a diferentes cidades dos EUA para adquirir iPhones usando documentos falsos. Ele recebia US$ 100 por cada entrega de aparelho nessas condições, uma indicação de que o esquema recrutava pessoas para pulverizar e ocultar suas atividades.

Um processo federal foi aberto em abril deste ano e incluiu, inicialmente, a apreensão de 39 pacotes pertencentes à quadrilha, com 250 iPhones sendo recuperados. Semanas depois, duas pessoas foram presas em Nova York por motivos não relacionados, mas a investigação encontrou indícios que elas estariam entre os líderes do banco. Trabalhos adicionais, envolvendo testemunhas, levaram à prisão das outras quatro pessoas.

Todos, agora, estão sendo acusados de fraude postal, roubo de identidade e conspiração. Apesar de ter divulgado diversas informações, as autoridades não deram mais detalhes sobre o caso, deixando de indicar, por exemplo, quantas pessoas podem fazer parte do esquema ou o número de equipamentos roubados ao longo dos sete anos de operação. A Apple também não se pronunciou sobre o caso.

Fonte: Apple Insider

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