Polícia de Nova York vai substituir 36 mil celulares com Windows Phone

Por Redação | 29 de Agosto de 2017 às 10h38

A polícia de Nova York iniciou um processo de substituição dos 36 mil celulares usados pelos oficiais, em um esforço de atualização dos equipamentos utilizados pela força. O motivo? Os dispositivos da linha Lumia, fruto de um acordo com a Microsoft, estão desatualizados e obsoletos menos de dois anos depois de serem colocados em operação.

O processo de atualização, que já teria iniciado no ano passado, só foi revelado agora e de forma não-oficial. Os smartphones de oficiais de alto escalão, investigadores, delegados e outros serão trocados por iPhones até o final deste ano.

Os policiais começaram a ser deixados na mão ainda em 2015, ano em que os dispositivos da linha Lumia começaram a receber menos atenção por parte da Microsoft. O contrato, no valor de US$ 160 milhões, se provou uma decisão ainda mais errada ao longo de 2016, quando os aparelhos foram simplesmente abandonados, recebendo apenas atualizações de segurança para o Windows 10 e com desenvolvedores de aplicativos deixando de suportar suas versões para a plataforma.

É exatamente o contrário do que falou o prefeito Bill de Blasio, que, na época, citou a adoção dos smartphones pela corporação como “um grande passo para o século XXI”. O político não se pronunciou sobre o assunto, mas fontes ligadas à administração oficial apontam dedos para Jessica Tisch, diretora de tecnologia do Departamento de Polícia de Nova York, que teria tomado, sozinha e de forma arbitrária, a decisão de firmar um contrato com a Microsoft.

Falando sob condição de anonimato, as fontes afirmam que a executiva não consultou especialistas na hora de tomar a decisão, que antes mesmo de ser anunciada teria sido contestada por analistas em tecnologia. É uma questão que se trata não apenas da ideia de que o Windows Phone, na época, possuía apenas 2,3% do mercado, mas também do fato de muitas das soluções populares não estarem disponíveis para a plataforma, enquanto softwares da própria corporação iriam exigir desenvolvimento adicional para que funcionassem nela.

Os modelos Lumia 830 e 640XL foram colocados nas mãos dos policiais, investigadores e oficiais para registro de ocorrências, comunicação com a central, consulta ao banco de dados e monitoramento. Foi justamente por causa desse último quesito que Tisch teria tomado a decisão pela plataforma, já que o sistema de câmeras de muitos dos bairros da cidade, parte de outra iniciativa de digitalização de segurança, também funciona a partir de uma plataforma Windows. A ideia, então, era facilitar a compatibilidade entre os aparelhos e softwares utilizados.

Não deu certo. Por mais que essa integração tenha funcionado, todos os outros recursos e utilidades de um smartphone no dia-a-dia dos policiais se tornaram mais complicados e pouco funcionais. A substituição dos dispositivos, agora, deve gerar um prejuízo de alguns milhões de dólares aos cofres públicos, mas, como a iniciativa ainda não foi divulgada oficialmente, não dá para saber ao certo quanto todo o processo vai custar.

Fonte: New York Post

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