Para CEO, BlackBerry precisa voltar a ser símbolo de status

Por Redação | 22 de Setembro de 2015 às 13h45

Para John Chen, CEO da BlackBerry, o mercado mobile tem um funcionamento muito semelhante à indústria da moda. Mais do que qualidade, inovação e performance, é o fator simbólico por trás de um aparelho que acaba sendo fundamental para o sucesso ou fracasso de um produto. E, na visão dele, a fabricante canadense precisa retornar ao tempo em que era símbolo de status e sofisticação.

Falando durante a Waterloo Innovation Summit, uma feira de tecnologia promovida pela universidade de mesmo nome, o CEO citou a Apple como a empresa dominante nesse quesito. Gerando risadas da plateia, Chen se referiu a ela como “a outra companhia com nome de fruta” e lembrou como, em 2007, possuir um BlackBerry era como uma “medalha de honra”.

O executivo citou alguns dos fatores que, na visão dele, teriam motivado a perda desse patamar. Ele relembra que, quando assumiu a diretoria da empresa, em 2013, as vendas já estavam em baixa, enquanto a companhia lutava para criar novas tecnologias e reestabelecer o seu nome. O resultado foi negativo, já que os gastos astronômicos não eram compensados por sucesso nas prateleiras.

Uma reorganização interna nos trouxe à situação atual, na qual a BlackBerry conta com poucos lançamentos ao longo do ano e tenta focar em suas tradições para se manter relevante. É o caso, por exemplo, dos recentes smartphones com teclado físico, um componente que já se parecia com algo do passado, e design arrojado.

Para o futuro próximo, mais mudanças estão se avizinhando. Apesar de ainda não ter confirmado oficialmente essa informação, tudo indica que a BlackBerry está prestes a lançar seu primeiro dispositivo com sistema operacional Android, o Venice, diversificando pela primeira vez sua oferta de aparelhos.

Apesar disso, Chen deixou claro que a empresa não vai deixar de trabalhar com o BlackBerry 10. Segundo ele, a companhia continua comprometida com a plataforma e sabe que o sistema é o preferido por sua segurança, estabilidade e foco em aplicações de produtividade. Ele preferiu não falar sobre uma possível chegada do Android, porém.

Antes uma das principais expoentes do mundo mobile, a BlackBerry tem hoje um market share de cerca de 0,5% do mercado de smartphones. É um número extremamente baixo, mas que, pelo menos desde que Chen assumiu a presidência da empresa, não tem baixado. Parece um bom começo para, quem sabe, começar um caminho de retomada.

Fontes: Universidade de Waterloo, Phone Arena

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