O que esperar do Moto G de quarta geração (Moto G 2016)?

Por Pedro Cipoli | 03 de Maio de 2016 às 19h19

Ano novo, novo Moto G. Sem dúvidas é o aparelho que mais chama a atenção desde a reformulação da linha de aparelhos da Motorola, não sendo tão caro quanto a linha Moto X (Play, Style e Force), mas também não sendo tão limitado quanto o Moto E (e esse pode finalmente receber o upgrade merecido este ano). Mas por que o Moto G chama tanto a atenção? Simples: ele é o modelo ideal para qualquer usuário, oferecendo uma das maiores relações custo-benefício disponível entre os smartphones, se propondo a fornecer o máximo de recursos possível a um preço razoável.

Linha do tempo

O Moto G chegou em 2013 e deixou muitos concorrentes preocupados. Por R$ 649 o usuário poderia comprar um smartphone com tela HD (que ainda estavam apenas começando a se tornar comuns), processador de quatro núcleos e 1 GB de memória RAM, especificações interessantes para a época, sem ter que gastar uma fortuna. Ele acabou se tornando um marco, já que poucos (ou mesmo ninguém) havia lançado um smartphone com uma relação custo-benefício tão alta.

Ele tinha lá suas limitações, como a ausência de cartão microSD, assim como apenas 8 GB de memória interna na versão mais básica. Essa limitação foi "corrigida" na segunda versão, que trazia uma tela um pouco maior (5 polegadas contra 4,7 polegadas) e suporte a cartões microSD. Não fez tanto sucesso quanto a primeira, já que não trouxe inovações técnicas, mas manteve o preço acessível e ainda criou uma versão com suporte a televisão digital, algo que costuma fazer bastante sucesso no Brasil.

Moto G 2016

Com vocês, o design final do Moto G de quarta geração (provavelmente)

Mais do que isso, o design do aparelho ficou mais Premium, ganhando resistência contra água pela certificação IPX7, ficou ligeiramente mais potente, passou a oferecer versões com 2 GB de memória RAM, HDTV, fone de ouvido Bluetooth e até mesmo uma versão Turbo. Uma versão especial para cada usuário particular, com diversas cores e combinações permitida pelo Moto Maker no Brasil, assim como diversos preços, de acordo com as especificações.

Moto G 2016

O @MotoIndia librou vários teasers sobre o Moto G, cada uma se propondo a resolver um problema dos smartphones atuais. Acima, o problema seria "Rohan estava jogando e o telefone tocou!"

O problema sofrido pelo Moto G (2015) não aconteceu por culpa da Motorola, mas sim pelas condições macroeconômicas do país, que acabou resultando em três aumentos consecutivos de preços em pouco tempo, isso partindo de um preço inicial maior. Isso é algo que o modelo 2016 também sofrerá, mas será que o aparelho corresponderá em recursos e inovações? Vamos ver, analisando os rumores coletados até agora.

Construção de corpo único

Se há lago que é praticamente um consenso entre usuários de iPhone e Android é que a construção dos iPhones mais recentes dificilmente decepciona. Não é para menos, já que ele usa uma única peça de metal que dá toda uma aura de aparelho de alta qualidade, e parece que essa característica chegará ao Moto G de quarta geração. Já imaginou um smartphone intermediário com metal em corpo único? Certamente fará com que muitos concorrentes corram para oferecer qualidade semelhante, além de certamente ser muito bem recebido pelos usuários.

E a configuração?

Desde o Moto G original, tivemos a adoção de suporte a 64 bits, opções com o dobro de memória RAM e um singelo overclock no processador, mudanças pequenas quando consideramos o intervalo de tempo da linha. Houve a transição do Snapdragon 400 para o 410, que são basicamente o mesmo chip, só que o segundo suporte instruções de 64 bits. Isso, aliás, desagradou muitos usuários, e parece que a Motorola não irá repetir esse erro.

Moto G 2016

"Kevin estava quase pedindo uma garota em casamento, mas a bateria acabou." (O "Kevin" iria propor pelo smartphone??)

Ao que tudo indica, o Moto G de quarta geração virá nada menos do que com o chip Snapdragon 650, que mira nos intermediários. Um chip hexa-core já era mais ou menos esperado, já que eles se tornaram mais acessíveis na transição de 2015 para 2016, então a probabilidade que ele venha com esse chip não é nem um pouco desprezível, sendo uma atualização bastante merecida para a linha.

Se confirmado, ele terá 2 núcleos Cortex-A72 rodando e outros 4 núcleos baseados no Cortex-A53, chegando a um clock máximo de 1,8 GHz. Ou seja: há incremento de arquitetura, clock e quantidade de núcleos, que certamente agradarão a quem esperava um upgrade significativo para trocar seu Moto G atual. Excelente, não? Fica ainda melhor com 2/3 GB de memória RAM (dependendo da versão) e Adreno 510. E a quantidade de memória interna? No mínimo 16 GB, com versões de 32 GB disponíveis a preços um pouco maiores.

Tela 720p ou Full HD?

Segundo os principais rumores, ambas. No caso, teríamos um Moto G4 "normal", com tela 720p de 5 polegadas e chip Snapdragon 650, e um Moto G4 "Plus" (mesma nomenclatura da Apple), com tela 1080p de 5,5 polegadas e, possivelmente, chip Snapdragon 652 de oito núcleos. Sim, o mesmo chip do possível e injustificável LG G5 SE que pode chegar no Brasil, para a tristeza de muitos fãs da sul-coreana.

Moto G 2016

Já Sam "estava preocupado com a segurança de seu smartphone"

A tecnologia seria a mesma das versões anteriores, usando o LCD IPS que todos já estão acostumados, que é mais do que o suficiente para a maioria dos usuários, dependendo do preço de lançamento de cada um deles.

E o que mais?

É praticamente garantido que o novo Moto G tenha resistência a água, assim como o modelo anterior, já que a adoção da certificação IPX7 foi muito bem recebida pelo público. Não sem motivo, aliás, já que previne boa parte dos problemas que o usuário pode sofrer. Além disso, é também quase certo que ele traga um sensor de impressões digitais, algo cada vez mais comum em aparelhos mais básicos.

Moto G 2016

Já a púrpura Stacy "teve seu aniversário de 18 anos arruinado pelo autofoco de um certo aparelho"

No caso, isso introduziria uma espécie de botão Home na parte da frente, ainda sem informações se ele terá essa função de fato ou se servirá somente para receber impressões digitais. Se for o primeiro caso, ele funcionaria como o Touch ID dos iPhones, já que não contaria com os botões capacitivos "Voltar" e "Multitarefa", como acontece com os modelos Galaxy.

Conclusão

Rumores diferem sobre a possível data de lançamento oficial do Moto G de quarta geração, ainda que seja mais ou menos certo que ocorra no mês de maio deste ano. Se o lançamento for como aconteceu nas últimas vezes, ocorrerá em diversos países simultaneamente. O Brasil estaria incluso, aliás, já que a linha Moto G é uma das que fazem mais sucesso por aqui, então não teríamos que esperar muito para que ele comece a ser vendido.

Se ele realmente trouxer tantas inovações quanto os rumores sugerem, que podem incluir também novas câmeras ainda mais sofisticadas do que as presentes no Moto G de terceira geração, acreditamos que a demanda por ele será bastante alta. É uma questão de acertar no preço, já que as variações constantes dólar (assim como o seu patamar atual mais alto) podem inviabilizar a excelente relação custo-benefício que vimos nas duas primeiras versões.

Fontes: @MotoIndia, Qualcomm, Digital Trends, KnowYourMobile