Novos iPhones podem custar quase R$ 80 mil em 10 anos, segundo projeções

Novos iPhones podem custar quase R$ 80 mil em 10 anos, segundo projeções

Por Vinícius Moschen | Editado por Wallace Moté | 13 de Junho de 2022 às 10h39
Divulgação/Apple

A evolução dos iPhones ao longo dos últimos dez anos não aconteceu apenas no aspecto de recursos tecnológicos. O preço cobrado pelos dispositivos também subiu de forma agressiva, e novos relatórios divulgados pela Mobilion apontam quais valores poderão ser vistos ao longo da próxima década.

Preço dos iPhones mais caros aumentou em mais de 400% nos últimos dez anos (Imagem: Divulgação/Apple)

O modelo mais avançado oferecido pela Apple em 2012 era o iPhone 5, que foi lançado por um preço sugerido de 199 dólares em sua versão com 16 GB de armazenamento — ou até 399 dólares no modelo de 64 GB. Dez anos depois, o iPhone 13 Pro Max variou entre 1.099 dólares (128 GB) e 1.599 dólares (1 TB) na sua data de lançamento.

Quando consideradas as versões de menor espaço em cada um dos modelos (16 GB vs 128 GB), é percebida uma variação de 452%. Aplicando esta taxa para o futuro, um suposto iPhone flagship de 2032 poderia sair a partir de 6.069 dólares — mas os valores podem ser ainda mais altos, dependendo do armazenamento oferecido.

Uma tendência semelhante é visualizada nos modelos mais caros de cada linha. A relação entre os 399 dólares (iPhone 5, 64 GB) e os 1.599 dólares (iPhone 13 Pro Max, 1 TB) gera uma variação a 300% — portanto, um aumento semelhante resultaria em um iPhone com preço máximo próximo a 6.400 dólares em 2032.

Os preços dos iPhones no Brasil

Brasil tem o iPhone mais caro do mundo quase todos os anos (Imagem: Howard Bouchevereau/Unsplash)

Não é novidade que os preços cobrados pelos iPhones no Brasil costumam ser bem mais altos do que uma simples conversão de moedas + impostos. Ano após ano, é comum que os dispositivos comercializados no mercado nacional sejam considerados os mais caros do planeta.

O mesmo iPhone 5 de 16 GB foi lançado no país por R$ 2.399, enquanto o iPhone 13 Pro Max de 128 GB saiu por R$ 10.499. Quando aplicada em projeções futuras, a taxa de variação de 337% faz o valor de 2032 saltar para R$ 45.880.

Os aparelhos com máximo armazenamento também tiveram um grande acréscimo nos preços. O iPhone de 2012 com 64 GB foi apresentado por R$ 2.999, valor que sobe para R$ 15.499 no modelo mais recente de 1 TB — portanto, com uma variação de 416% que indica um iPhone de R$ 79.974 em 2032.

De qualquer forma, esse tipo de projeção serve somente como um exercício de especulação, e não pode ser considerada como um resultado definitivo. Existe uma grande quantidade de fatores que podem afetar o preço dos iPhones nos próximos anos, como taxas de inflação e outros fatores externos de conjuntura econômica.

Além disso, o próprio desenvolvimento dos celulares também será determinante para o estabelecimento dos preços. Smartphones modernos sofreram reformulações completas ao longo dos dez anos anteriores, mas não é certo que essa será a tendência para o futuro — a própria Apple já foi criticada por não trazer muitas mudanças nos iPhones dos últimos anos, por exemplo.

Aumentos de valores cobrados em outras marcas

Além da Apple, outras empresas também poderão aumentar os preços de seus smartphones no futuro. A tendência é geral, e inclui até mesmo as marcas chinesas que costumam ser conhecidas por oferecerem opções mais acessíveis:

Marca de smartphones Taxa de variação percebida (2012-2022) Preço máximo estimado em 2032
Huawei 221% 3.300 dólares (~R$ 16.628)
OnePlus 142% 2.342 dólares (~R$ 11.800)
Motorola 233% 3.333 dólares (~R$ 16.794)
Samsung 184% 3.180 dólares (~R$ 16.023)
Sony 105% 2.358 dólares (~R$ 11.881)

Fonte: PhoneArena

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