Novo processador pode fazer smartphones “enxergarem”

Por Redação | 29.01.2016 às 15:30

Alguns celulares são tão inteligentes que parecem ter cérebro. E quando a parceria entre o Google e uma desenvolvedora de tecnologias chamada Movidius começar a gerar seus frutos de verdade, poderemos estar ainda mais próximos dessa informação. As duas estão trabalhando em um chip capaz de fazer com que os smartphones “enxerguem” e reconheçam o que está acontecendo a seu redor.

Por meio da câmera digital, microfones e sensores, um telefone seria capaz de reconhecer seu dono, o ambiente em que ele está e até mesmo o assunto que está sendo discutido em uma ligação ou conversa, entregando informações e recursos que possam ser relevantes. É o que as empresas envolvidas chamam de “computer vision”, um conceito que pode ser capaz de deixar os smartphones ainda mais inteligentes.

A ideia parte de um princípio básico – máquinas não são capazes de acumular conhecimento, só fazem aquilo que são programadas para fazer. É por isso que, para introduzir tecnologias como machine learning, processamento visual e redes neurais em um smartphone, é necessário que um chip específico para isso seja utilizado, aos moldes do que acontece hoje, por exemplo, com soluções separadas capazes de coletar dados de sensores e GPS de forma separada, gastando o mínimo possível de recursos e sem estressar o processador principal.

Como os trabalhos envolvem uma grande quantidade de dados e variáveis, e acima de tudo, informações sensíveis, o ideal é que ele aconteça localmente, daí a ideia de um chip adicional e exclusivo, em vez de mandar informações o tempo todo para a nuvem. E na medida em que a tecnologia é mais e mais usada, melhores serão os resultados obtidos pelos usuários.

Essa não é a primeira vez que o Google e a Movidius se unem, uma vez que eles já trabalharam juntos no Project Tango, o smartphone capaz de mapear o ambiente que utiliza justamente essa ideia de “computer vision”. No celular conceitual, entretanto, essa ideia fazia parte do cerne de sua usabilidade. Agora, essa iniciativa começa a dar seus passos na direção de um mercado mobile mais convencional e pode, em um futuro não muito distante, estar nas mãos de todos nós.

Fonte: Movidius (YouTube)