7 mitos sobre smartphones que nós deveríamos superar

Por Douglas Ciriaco | 19.08.2015 às 10:43

Ah, a internet! Este lugar que nós amamos e no qual passamos boa parte de nossos dias é um espaço bastante propício para que informações equivocadas se espalhem rapidamente.

E, como diz o ditado, uma mentira contada muitas vezes pode se tornar verdade, então não é difícil ver que alguns mitos sobre a tecnologia ainda perduram nos dias de hoje. Informações que sempre foram incorretas ou então que deixaram de ser válidas por causa de avanços tecnológicos costumam pegar muita gente.

Para tentar minimizar este problema, nós já falamos sobre alguns mitos em torno da tecnologia de modo geral. Desta vez, vamos tratar de boatos em um setor mais específicos: o de smartphones. Confira.

1. Aplicativos rodando em segundo plano consomem memória e bateria em excesso

Uma das funções mais interessantes surgidas recentemente nos dois principais sistemas operacionais mobile, o iOS e o Android, é o multitarefas. Com isso, ele permite que vários aplicativos rodem em segundo plano enquanto você realiza outras tarefas. Como eles estão abertos, fica bastante fácil acessá-los a qualquer momento.

O Android Lollipop, inclusive, não fecha aplicativos sozinho nem mesmo quando o aparelho é desligado. Mas muita gente tem um cuidado excessivo para fechar tudo acreditando que manter vários app rodando em background vai consumir mais bateria e sobrecarregar o sistema.

Isto não passa de um mito. Os sistemas operacionais vêm aprimorando esta função justamente para torná-la cada vez mais discreta. Atualmente, o consumo de memória RAM ou de bateria de apps em segundo plano é quase nulo, portanto você pode deixá-los ali sem nenhuma preocupação.

2. Usar um task killer vai melhorar o desempenho do Android

Este é um mito bastante difundido e é bem provável que basicamente todos os donos de Android já tenham usado algum aplicativo para encerrar tarefas. Estes programas fecham apps funcionando em segundo plano e, em tese, liberam mais memória RAM para seu gadget trabalhar a todo vapor.

Porém, estes aplicativos ficam armazenados em cache na memória RAM justamente para serem acessados rapidamente — ou seja, a lógica de não usar um task killer é a mesma do mito anterior. Além disso, recorrer a um software de terceiros para encerrar aplicativos inativos no Android pode trazer alguns problemas.

Estas ferramentas podem comprometer algumas funcionalidades do seu aparelho, pois alguns aplicativos essenciais podem ser encerrados e não reiniciarem automaticamente. Com isso, você pode sair prejudicado e o seu gadget não teve o desempenho aprimorado.

3. Usar uma película protetora é essencial para evitar riscos na tela

Este ponto pode gerar alguma controvérsia, mas, de modo geral, uma película (de plástico ou de vidro) não é um dispositivo essencial para manter o seu gadget distante de riscos na tela. Essa é uma daquelas questões que já fizeram muito sentido um dia, mas agora são apenas mitos.

Isso porque as fabricantes de tela têm desenvolvido cada vez mais recursos a fim de tornar os displays imunes a riscos de forma nativa. Assim, se o seu gadget foi fabricado nos últimos quatro anos, é bem provável que ele venha com algum tipo de proteção, como Gorilla Glass ou algo do tipo.

Pesquisar sobre as especificações do aparelho no site do fabricante ou em alguma página especializada pode ser o suficiente para resolver a questão. Obviamente que uma película pode dar uma proteção extra, porém ela também pode trazer alguns contratempos, como prejudicar a experiência visual e aumentar o tempo de resposta da tela ao toque.

4. É preciso esperar a bateria descarregar por completo para dar uma nova carga

Este mito já está bem batido e muita gente já sabe que ele não passa disso, de um mito, a esta altura do campeonato. Porém, nunca é demais lembrar que as bateiras modernas presentes em nossos gadgets não precisam nem daquele banho de carga quando forem usadas pela primeira vez, tampouco é necessário descarregá-las por completo para iniciar uma recarga.

Estes equipamentos são compostos por íons de lítio e podem ser recarregados a qualquer momento — e retirar o aparelho da tomada antes da bateria estar com a carga completa também não traz nenhum prejuízo. Elas não apresentam efeito memória, ou seja, não “viciam”.

No mais, lembre-se apenas de que o uso comum de um dispositivo vai desgastando a sua bateria. Isso é natural e ocorre com todo aparelho, então, depois de algum tempo de uso, o dispositivo que armazena energia vai tendo seu tempo de vida útil reduzida e, consequentemente, passa a segurar menos carga.

5. Carregadores de outras marcas vão danificar o aparelho

A regra é: se um carregador está funcionando, ele pode servir para recarregar a bateria do seu aparelho. Essa história de que você não deve usar outro carregador além daquele que veio no kit do seu aparelho é apenas mito.

O que pode acontecer é você usar um carregador com uma voltagem inferior ao do original. Se for este o caso, o único contratempo será a demora para que uma carga completa seja feita em seu gadget. Mas, tirando isso, tudo funciona da mesma maneira independentemente de marca.

6. Bluetooth, GPS e Wi-Fi ativados = drenagem da carga da bateria

Este mito é outro bastante batido e que já fez muito sentido, mas que, atualmente, pode ser desconsiderado na grande maioria dos casos. Isso porque as versões modernas das conexões Bluetooth e Wi-Fi trabalham de forma inteligente, ou seja, elas consomem recursos do seu gadget apenas quando estão em funcionamento.

Manter o Wi-Fi e o Bluetooth ativados significa um consumo quase imperceptível de bateria — salvo, é claro, quando você está transferindo dados utilizando alguma das conexões. A mesma coisa serve para o GPS, que também só drena a energia quando é utilizado.

Entretanto, manter tais conexões inativas pode, sim, significar economia de bateria em algumas situações. Por exemplo: se você tem pouca carga ou quer que ela dure por mais tempo, desativar o GPS evita que ele seja ativado por algum programa sem que você perceba. A mesma coisa vale para Wi-Fi e Bluetooth.

7. Quanto melhor as especificações, melhor é o aparelho

Este mito é um dos que mais funciona para fabricantes e vendedores ganharem consumidores de maneira pouco legítima, digamos assim. Isso porque nem sempre ter uma lista de recursos com boas especificações significa que você tem o melhor aparelho possível ali.

Um quesito em que isso é totalmente verdade é a quantidade de megapixels de uma câmera. Quanto mais megapixels, maiores serão as fotos registradas por um dispositivo — mas isso não significa que a qualidade das imagens será melhor. Outros quesitos como tipo de lente e abertura, por exemplo, também influenciam neste aspecto.

A mesma coisa pode ser dita sobre processadores multinúcleos. Chips com oito núcleos nem sempre serão melhores do que CPUs com apenas quatro, por exemplo. Além de ser necessário ficar de olho na frequência máxima de capa dispositivo, nem sempre todos os núcleos trabalham juntos, ou seja, menos às vezes pode ser mais.

E aí, quais outros mitos sobre smartphones você conhece? Não deixe de compartilhar a sua opinião aqui embaixo, na caixa de comentários.