Mais duas gigantes tentam obter licença para voltar a negociar com a Huawei

Por Rubens Eishima | 05 de Outubro de 2020 às 10h31
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Apesar das sanções impostas pelos Estados Unidos ao fornecimento de componentes e tecnologias à Huawei, algumas empresas já obtiveram autorizações especiais para negociar com a empresa chinesa. Segundo o site Nikkei Asia, as fabricantes japonesas Sony e Kioxia também solicitaram ao departamento de comércio norte-americano licenças para continuar fazendo negócios com a marca de celulares.

Enquanto a Sony fornece sensores de câmeras para a Huawei, a Kioxia — ex-divisão da Toshiba — fornece chips de armazenamento para a fabricante.

As japonesas se juntam à Samsung, que entre suas várias divisões fornece chips de memória, sensores fotográficos, telas AMOLED e outros componentes à Huawei, Google e outras empresas ao redor do mundo que tentam obter a autorização para fazer negócios com os chineses.

O mercado de chips de armazenamento NAND é dominado por sul-coreanos (Samsung e SK Hynix), japoneses (Kioxia) e norte-americanos (Micron, Western Digital e Intel), que no total detém quase 98% do fornecimento global do componente, segundo dados da consultoria Statista.

Já no setor de sensores fotográficos, a Sony detém quase metade do mercado, de acordo com números da Techno Systems Research, seguida da Samsung (18%) e da norte-americana OmniVision (10%). Em tese, todas as fabricantes estão sujeitas às proibições impostas pelo governo de Donald Trump de fornecimento à Huawei.

A proibição de venda para a Huawei, responsável por uma fatia considerável do total das vendas da Kioxia, teria sido inclusive um dos motivos para o adiamento do IPO (oferta inicial de ações) da marca japonesa na bolsa de valores de Tóquio.

Fonte: Nikkei Asia, StatistaTSR

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