iPhone X influenciou grandes anúncios do MWC, aponta colunista

Por Felipe Demartini | 05 de Março de 2018 às 11h31
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iPhone X

O Mobile World Congress 2018 acabou na última semana com, como sempre acontece, uma enxurrada de anúncios de novos aparelhos e tecnologias. Os celulares de topo de linha, claro, foram os que mais chamaram a atenção, mas para o Jared Newman, do Fast Company, um fator teve ainda mais destaque: a tentativa, por parte de grandes companhias, de seguirem os passos da Apple.

Em artigo, ele cita o MWC, que acontece todos os anos em Barcelona, na Espanha, como o principal palco do sistema operacional Android, onde aparecem as inovações em termos de tecnologia mobile. Neste ano, entretanto, alguns dos principais lançamentos, o que inclui até mesmo o Galaxy S9, da Samsung, trouxeram consigo alguns recursos inéditos que tentam equipará-los ao rival da Apple.

O caso mais emblemático, aqui, é o do Asus Zenfone 5Z. Robusto por dentro, o dispositivo investe na tela que toma conta de toda a parte frontal do aparelho, inclusive com direito ao chamado “notch” – espaço em que ficam localizados o alto-falante e a câmera frontal. Na divulgação do aparelho, a fabricante citou que o espaço é menor que o visto no “Fruta Phone X”, deixando a inspiração bem clara.

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O detalhe esteve presente, também, em outros dispositivos voltados para o mercado de médio porte, fortalecendo uma das principais características desse setor: a preferência dos usuários por soluções de ponta, mas com custo mais baixo. Aparelhos de marcas como Huawei, Leagoo e Noa também apresentaram o “notch”, uma presença indispensável caso o aparelho queira ter componentes em sua parte frontal.

Outras empresas, entretanto, tentaram fugir desse aspecto. O maior destaque nesse sentido foi dado à Vivo, que, ao apresentar o smartphone Apex, também introduziu um conceito de câmera “pop-up”. O sensor fica escondido atrás da tela, sendo projetado para fora durante a utilização, o que permite que a parte frontal do dispositivo seja completamente tomada pela tela.

Na comparação, Newman chamou algumas das principais presenças do Mobile World Congress de “imitadoras”. Para o colunista, as companhias tentam criar “cópias baratas” do modelo da Apple em vez de investir em soluções próprias. A tentativa seria de seguir tendências e jogar seguro, em vez de criar inovação.

Outros exemplos, para ele, é o foco em reconhecimento facial do Samsung Galaxy S9 – uma ideia taxada como mais focada na usabilidade do que na segurança. Tanto que, mesmo com a novidade, o recurso ainda será utilizado somente para desbloqueio do aparelho e não vale para autenticação de pagamentos, que ainda continuam dependendo de recursos mais antigos como a leitura de impressões digitais ou a boa e velha senha. Isso sem falar nos AR Emojis, claramente inspirados nos Animojis da Maçã.

Há de se citar, ainda, o Xperia XZ2, da Sony, bem como soluções da Nokia. Ambas decidiram extinguir a entrada P2 em seus dispositivos, focando em fones de ouvido sem fio e entradas USB-C. Pode-se argumentar que a mudança representa o futuro e propicia até mesmo equipamentos mais finos, mas, por outro lado, a alteração brusca, para o colunista, mais uma vez soa como uma busca fraca por seguir a tendência, sem a preparação feita pela Apple no caso dos iPhones.

Newman cita um motivo claro para tudo isso: a competitividade do mercado. Para ele, criar inovação é o ideal, mas também é mais caro e perigoso. Enquanto isso, atender ao mercado que observa o iPhone X, que custa US$ 999, e notar que é possível encontrar soluções semelhantes e mais baratas, pelas mãos de outras fabricantes, pode ser uma boa estratégia de vendas, mesmo que isso signifique um fluxo mais lento de novidade para os aficionados pelo sistema operacional Android.

Fonte: Fast Company

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