iPhone 7 Plus perde para o OnePlus 5 em teste de velocidade

Por Redação | 28 de Junho de 2017 às 13h13

A Apple não pode mais se gabar de ter o smartphone mais rápido do mundo. Pelo menos, é isso que mostram os resultados de um teste de “mundo real”, que em vez de envolver benchmarks e aplicativos de análise de performance, envolve a abertura de aplicativos e jogos em sucessão. No experimento, o OnePlus 5 se sagrou vencedor contra o iPhone 7 Plus.

Os testes de “mundo real” surgiram como uma alternativa aos números e análises, que muitas vezes, não tinham suas conclusões refletidas na efetiva utilização. Foi daí que surgiu a ideia de reunir um conjunto de aplicativos, entre jogos, serviços online de entretenimento e ferramentas de produtividade, para testar a eficiência dos dispositivos. Os softwares são abertos em sequência, com algumas ações sendo realizadas, e depois, reabertos a partir da memória para testar como eles funcionam em suspensão.

No experimento feito pelo PhoneBuff, o OnePlus 5 ficou nada menos do que sete segundos à frente do competidor. A vantagem foi obtida na segunda volta e, a bem da verdade, é fruto das animações do iPhone 7 Plus, que levam bem mais tempo para serem executadas do que as disponíveis no Android. Há de se levar em conta, entretanto, os robustos 8 GB de memória RAM disponíveis no competidor.

A disputa foi bastante acirrada, e por mais que o OnePlus 5 tenha saído à frente no início, as otimizações gráficas que são um dos diferenciais do iPhone fizeram a diferença quando chegou a hora de rodar jogos. Na abertura inicial, o modelo 7 Plus terminou quase um segundo à frente do competidor, apenas para perder a vantagem logo depois.

Essa é a primeira vez que um smartphone da Apple perde em um teste de “mundo real” como este. Anteriormente, até mesmo grandes nomes da plataforma Android, como modelos da linha Galaxy, ficaram atrás do iPhone, mesmo que em apenas alguns segundos. Em outros casos, até mesmo aparelhos mais antigos da Maçã foram capazes de superar os resultados de lançamentos recentes.

Como funciona o teste

Desenvolvido por YouTubers especializados em tecnologia, o experimento coloca os smartphones para realizarem uma série de tarefas corriqueiras em softwares de ampla popularidade. O entendimento é de que os usuários mantêm diversos aplicativos abertos na memória, e sendo assim, a recuperação deles é tão importante quanto a abertura inicial em si.

O teste, entretanto, não tem validade científica, uma vez que depende de fatores abstratos, como ajustes de operadoras ou a velocidade do próprio usuário nos toques. Por outro lado, como tais elementos estão presentes no dia-a-dia dos usuários, o experimento serve como uma alternativa aos benchmarks tradicionais, que levam em conta apenas o processamento puro.

Os seguintes aplicativos são usados para realização da verificação:

  • Cronômetro, com a contagem de tempo sendo feita no próprio celular;
  • Câmera, com mudança para sensor frontal e produção de uma foto;
  • Galeria;
  • Agenda e acesso à interface de criação de evento;
  • Configurações;
  • Facebook (até carregamento da linha do tempo);
  • Snapchat e acesso ao menu Stories;
  • Adobe Photoshop Mix e abertura de foto para edição;
  • Lapse It, com produção de um vídeo (o mesmo arquivo é usado nos dois aparelhos);
  • Subway Surfers;
  • Flip Diving;
  • Fit the Fat 2;
  • Bulletforce;
  • Spotify;
  • ESPN e acesso aos resultados de jogos;
  • Netflix;
  • Amazon e rolagem até o final da tela;
  • Cronômetro para marcação de volta;
  • Reabertura de todos os aplicativos em ordem inversa.

Fonte: PhoneBuff (YouTube)

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