Intel imagina celular dobrável que se transforma em tablet

Por Felipe Demartini | 29 de Janeiro de 2019 às 10h06
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Uma das ideias mais recorrentes por trás dos smartphones dobráveis é a redução do tamanho, de forma que eles sejam menores quando fechados e guardados no bolso. Mas e se esse método também fosse usado para maximizar a superfície da tela? É o que imagina a Intel em uma patente, exibindo um celular com nada menos do que três displays e que poderia se transformar em tablet.

Registrado em 2017, o documento mostra um dispositivo com três displays, que podem ser dobrados em diferentes formatos. O principal intuito, claro, é a utilização como uma grande tela, mas ele também é mostrado em uma posição triangular para consumo de mídia, por exemplo, ou no formato de um notebook, com teclado na parte inferior e os elementos de interface na superior.

Patente da Intel mostra diferentes utilizações de um smartphone com três displays dobráveis (Imagem: Reprodução/Let's Go Digital)

O dispositivo imaginado pela Intel também teria suporte para uma canetinha stylus, com um espaço para guardá-la em uma das laterais. A patente não entra em detalhes sobre funcionalidades e, principalmente, tamanho, mas dá para imaginar que, quando dobrado, ele teria o tamanho aproximado de um smartphone comum, podendo ultrapassar as dez polegadas quando aberto.

Não se sabe, também, se o produto avança internamente como uma ideia real ou se trata apenas de um conceito registrado pela marca. A Intel está trabalhando em dispositivos com telas dobráveis ou com formatos diferentes por meio de um projeto chamado Tiger Rapids, unindo-se a fabricantes e visualizando o lançamento de um PC com displays dobráveis. O primeiro exemplo dessa parceria foi o Yoga Book C930, da Lenovo, que, apesar de passar longe da ideia inicial, conta com duas telas, uma convencional, de LCD, e uma segunda com tecnologia e-ink.

A própria empresa chinesa, entretanto, já disse estar pensando em notebooks com telas dobráveis e tem patentes registradas nesse sentido. O mesmo vale para a Microsoft e um dispositivo chamado Andromeda, que pode chegar ao mercado ainda em 2019 com duas telas e, na sequência, apostar em um display único. Nada disso, entretanto, foi confirmado oficialmente e, com exceção de algumas poucas iniciativas de nomes como a Samsung, os gadgets dobráveis ainda são uma imaginação um bocado distante.

Como sempre falamos por aqui, o registro de patentes nem sempre significa que um produto efetivamente se tornará realidade. A obtenção de documentos desse tipo pode servir apenas para proteger invenções ou até mesmo as comercializar para terceiros, sem que exista uma efetiva vontade de aplicar tais conceitos. Sonhar, por outro lado, não custa.

Fonte: Let's Go Digital

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