iPhone 6 está 'no nível' do PS4 e Xbox One, diz executivo da EA

Por Redação | 16 de Setembro de 2014 às 17h35

Frank Gibeau, gerente da divisão móvel da empresa de games Electronic Arts, acredita que o iPhone 6 representa um grande salto no mundo dos smartphones. Não apenas no design, mas também no hardware, que pode até ser comparado aos consoles de nova geração.

Segundo o executivo, os recentes aparelhos anunciados pela Apple podem ter performances parecidas com os videogames de mesa. "Com a tela Retina e o processador melhorado, juntamente com as capacidades (gráficas) Metal e 128 GB de memória, os dispositivos ficam com um desempenho próximo aos consoles de nova geração. Isso está encaminhando perfeitamente para nossa área de atuação", celebra Gibeau.

Ainda que os novos celulares da Maçã tenham 1 GB de memória RAM e processador rodando a 1.4 gigahertz, seria necessário ao menos dobrar toda a configuração de um iPhone 6 para chegar perto do poder do Xbox One ou do PS4. Além disso, ambos os consoles têm 8 GB de RAM, o que faz uma diferença enorme. Fora isso, os consoles sempre estão ligados a uma fonte de energia externa, o que significa que precisam muito mais que uma bateria portátil de um iPhone para funcionar.

Mesmo que a animação de Gibeau seja um pouco exagerada, é possível que os games tenham mesmo grande evolução a partir do iPhone 6 e seus futuros concorrentes. As exigências do público por hardware mais poderoso têm levado a indústria inteira a também investir em títulos mais complexos. A Apple, por exemplo, já deve reduzir demandas em processos do segundo plano na próxima atualização de firmware do sistema operacional iOS 8, o que deve deixar mais memória livre para jogos e aplicativos.

Gibeau

Frank Gibeau, gerente da divisão móvel da EA. (Foto: Divulgação)

Gibeau acredita que a vinda de diferentes dispositivos móveis e a melhorada capacidade de streaming da Apple via iPhone também devem ampliar as ofertas do mercado, devido a particularidades de cada aparelho. "Estamos muito animados com o Apple Watch", disse em entrevista ao GamesIndustry.Biz.

"Os dispositivos vestíveis podem ser as plataformas do futuro dos jogos. Veja o Oculus Rift, o Google Glass, o Apple Watch e os recentes anúncios da Samsung. Há maneiras únicas de interagir com esses dispositivos, que abrem uma nova plataforma", comentou. Um dos exemplos citados pelo executivo seria utilizar o Apple Watch em games de corrida e outros esportes, que abririam novas fases a partir de trechos ou distâncias específicas percorridos na vida real pelo usuário.

Gibeau afirma que uma das dificuldades em aproximar o patamar mais alto dos smartphones com os videogames de nova geração é encontrar uma estabilidade nas diferentes plataformas, aparelhos e conexões. "Há uma combinação de dispositivos que já se parece com um videogame de alta geração", assegura. "Em outras combinações, isso é difícil. A dificuldade é que no móvel existem 60 mil diferentes 'sabores' a cada ano, alguns com extraordinário alto desempenho".

Uma das provas de que Gibeau tem certa razão é o fato do iPhone rodar a engine Frostbite, da série Battlefield, no protótipo de Plants vs. Zombies: Garden Warfare para ambiente móvel.

Os videogames ainda têm um poder muito maior do que os smartphones. Contudo, ao que parece, tanto a indústria dos games quanto dos aparelhos estão cada vez mais de olho nessa seara. É uma nova onda de games para os dispositivos móveis despontando no horizonte.

Fonte: http://www.gamesindustry.biz/articles/2014-09-11-ea-on-the-apple-watch-the-emergence-of-another-gaming-platform-is-compelling_4

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