Huawei diz que não vai desistir de vender produtos no mercado americano

Por Felipe Demartini | 30 de Março de 2018 às 16h17
photo_camera Raymond Wong/Mashable
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As dificuldades são cada vez maiores, mas a Huawei quer seguir em frente. Pelo menos, essa é a palavra de Richard Yu, CEO da fabricante, que afirmou que a empresa não vai desistir de vender seus produtos no mercado americano. A afirmação vem depois de mais uma grande varejista do país, a Best Buy, anunciar uma recusa em vender os produtos da marca.

A loja é somente a mais recente a se juntar a uma lista crescente de nomes que fecharam as portas para a Huawei. Também fazem parte da lista, basicamente, todas as operadoras americanas, que não vão vender celulares e outros dispositivos da marca, apesar de deixarem claro aos clientes que, caso eles desejam, poderão utilizar chips e serviços de dados nos smartphones e equipamentos da fabricante.

O movimento está relacionado a alertas emitidos pelo FBI e pela NSA sobre o perigo de tais gadgets. De acordo com o governo americano, a Huawei é uma verdadeira arma de guerra virtual do governo chinês, com a chegada da marca dos Estados Unidos constituindo uma tentativa de espionar seus cidadãos e ganhar acesso a sistemas de infraestrutura, empresas e outros pontos centrais da economia e inovação.

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Yu, entretanto, afirma que tais afirmações não têm cabimento. Para ele, mesmo com as dificuldades, a Huawei tem conquistado a confiança do público ocidental e está certa de que os usuários reconhecerão a qualidade e o custo-benefício de seus equipamentos, por mais que grandes nomes da indústria e o governo estejam aliados em uma campanha “injusta” contra a marca.

Ele lembra ainda que a companhia tem 13 escritórios nos EUA e emprega, atualmente, mais de mil americanos. Agora, ela tenta intensificar sua atuação no país com um esforço redobrado nos campos dos smartphones e smartwatches, além da tentativa de estreitar relações com o mercado corporativo.

Com as novas recusas, a Amazon permanece como a única grande varejista dos Estados Unidos a ofertarem os produtos da Huawei. A empresa de Jeff Bezos se manteve longe da polêmica e não deu indicações de que pretende encerrar a parceria com a fabricante, um movimento que é visto como um possível prego final da empreitada americana da companhia.

Mesmo assim Yu não parece muito preocupado. Apesar da vontade de entrar de cabeça no mercado americano, o CEO afirma que a empresa pretende ser a maior fabricante de dispositivos eletrônicos do mundo, mesmo que sem a ajuda dos Estados Unidos. Essa, porém, não é uma admissão de derrota, pois ele completa afirmando que os trabalhos de conquista da confiança dos americanos continua com força total de forma que, por meio deles, a empresa possa mostrar a segurança de suas soluções.

Fonte: CNET

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