Honor quer superar as linhas Huawei P e Mate com os celulares Magic

Honor quer superar as linhas Huawei P e Mate com os celulares Magic

Por Diego Sousa | Editado por Wallace Moté | 19 de Março de 2021 às 17h10
Divulgação/Honor

O CEO da Honor, George Zhao, afirmou, em entrevista a um veículo de comunicação chinês, que quer superar os smartphones das linhas Mate e P da Huawei com a família Magic. De acordo com informações recentes, a estreia da fabricante no segmento premium após a independência deve acontecer em julho deste ano.

A Honor já lançou um aparelho após se tornar independente da Huawei, o V40, no começo deste ano. No entanto, o celular chegou ao mercado com o chipset Dimensity 1000+ 5G, da MediaTek, o que o posicionou no segmento intermediário premium. Ao que tudo indica, a linha Honor V permanecerá como uma opção de custo-benefício, enquanto a "nova" família Honor competiria no setor high-end.

O "nova" entre aspas é porque a Honor já apresentou celulares pertencentes à família Magic — o último lançamento foi o Magic 2 3D, de 2019, oficializado com chipset proprietário da Huawei e mecanismo pop-up para a câmera frontal. Segundo o Zhao, o próximo aparelho da linha Magic será equipado com o poderoso Snapdragon 888 da Qualcomm, presente em muitos dispositivos topo de linha lançados neste ano.

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Honor Magic 2 3D foi o último lançamento da linha Magic (Imagem: Reprodução/Honor)

O objetivo de superar a Huawei no segmento de celulares premium não é impossível, considerando que a chinesa continua perdendo espaço no mercado chinês — segundo dados da Counterpoint, ela já deixou o posto de maior fabricante chinesa para Oppo. Além disso, a expectativa é que sua participação caia ainda mais nos próximos meses, já que ainda se encontra impedida de utilizar os serviços do Google em seus lançamentos, um problema enorme nos países ocidentais.

A Huawei oficializou a venda da marca Honor em novembro do ano passado para um consórcio de empresas sediado no polo tecnológico de Shenzen, na China, por um valor estimado na casa dos US$ 15 bilhões (cerca de R$ 84 bi em conversão direta para a nossa moeda). O CEO da Honor revelou na entrevista que a separação da chinesa foi feita de forma "muito respeitosa, com festa de despedida e discurso do presidente da empresa, Ren Zhenfei".

Agora com o corte dos laços, a Honor voltou a negociar com empresas de origem norte-americano, caso de Qualcomm, Intel e AMD, para a produção dos próximos smartphones e notebooks da linhas Magic e Magicbook. A empresa também havia confirmado anteriormente que estava em negociações com a Google para recuperar o direito de utilizar os serviços do Google Play Services.

Fonte: Weixin (chinês)  

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